Por: CORREIO ECONÔMICO

CORREIO ECONÔMICO | Friozinho do inverno faz preço de ingredientes para sopa cair

Cenoura teve a maior queda: 17,62%, segundo a Apas | Foto: Freepik

O tempo esfriou um pouquinho e essa queda de temperatura refletiu no bolso do consumidor de uma forma positiva: o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), teve deflação de 6,03% no preço dos produtos in natura em junho. Nos legumes, a queda foi 5,99%, já os tubérculos tiveram queda maior: 6,82%.

"A queda nos preços está ligada à melhoria nas condições de oferta na produção agrícola. Em 2025, chuvas bem distribuídas nos primeiros meses do ano favoreceram o desempenho de diversas culturas, resultando em maior oferta e alívio nos preços" disse Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas.

 

Legumes

Os destaques na subcategoria dos legumes ficaram para a cenoura (-17,62%), beterraba (-17,11%), chuchu (-12,69%) e mandioca (-5,96%). Na subcategoria dos tubérculos, os principais recuos apresentados em junho ficaram para a batata (-11,07%), cebola (-5,09%) e alho (-1,59%).

Proteínas

As proteínas também tiveram quedas dos preços, como carnes bovinas e frango. Entre os cortes bovinos, destacaram as reduções no acém (-3,58%), coxão mole (-1,83%) e costela (-1,12%). O frango apresentou queda de 1,97% e o arroz com deflação de 2,40%, segundo a Apas.

Entidades do setor produtivo criticam juros a 15% ao mês

Ricardo Alban, da CNI, espera resolução | Foto: Divulgação/CNI

A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano recebeu críticas de segmentos do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de "insuficiente e equivocada" a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter os juros.

Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.

 

CNI

Alban destaca que já ocorreu o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as exportações. Para ele, a alta do IOF aumentará em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias e as tarifas dos EUA podem causar queda na produção.

Apas

Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais. "O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo", avalia Felipe Queiroz, da Apas.

CUT

A decisão foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.

Força Sindical

A Força Sindical destacou que os juros altos favorecem os especuladores e prejudicam o trabalhador. Para Miguel Torres, presidente da entidade, o BC perdeu a oportunidade para "fazer uma drástica redução" nos juros, o que seria um estímulo para geração de emprego.