Por unanimidade, o plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou, nesta quinta-feira (5), a homologação da ata geral de apuração do segundo turno das eleições gerais de 2026. A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, relator do processo.
De acordo com os dados oficiais validados pela Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, a chapa formada por Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) venceu a disputa presidencial no estado do Rio de Janeiro com 53,10% dos votos válidos, superando a chapa composta por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), que obteve 46,90%. Ao todo, foram computados 10.077.449 votos distribuídos em 37.675 seções eleitorais.
Nacionalmente, Lula foi reeleito presidente da República, com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos) e o candidato Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%).
IMPACTO DA PRORROGAÇÃO NA VOTAÇÃO
Durante a leitura do relatório, o desembargador Claudio de Mello Tavares detalhou os procedimentos adotados pelo Tribunal para cumprir as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As decisões decorreram de despacho do ministro Cristiano Zanin, que determinou a extensão do período de votação em seções que ainda permaneciam abertas no país.
No Rio de Janeiro, 5.713 seções eleitorais funcionaram após as 17h10, permitindo o registro de 2.349 votos adicionais. Por outro lado, levantamento consolidado pela Corregedoria Regional Eleitoral identificou que 3.440 eleitores compareceram aos seus locais de votação entre 17h e 19h e não conseguiram votar, uma vez que suas respectivas urnas já haviam sido encerradas antes da notificação judicial, situação em que a legislação e a técnica eleitoral impedem a reabertura do sistema.
TOTALIZAÇÃO SEM CONTESTAÇÕES
Além do presidente do TRE-RJ, a comissão apuradora foi integrada pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Cerqueira Chagas, e pelo desembargador eleitoral Fábio Ribeiro Porto.
O relatório final destacou a normalidade e integridade do processo no estado: não houve seções eleitorais anuladas, não apuradas ou pendentes de eleição. Da mesma forma, nenhuma reclamação, impugnação ou recurso foi formalizado por partidos, coligações ou fiscais contra o relatório de totalização disponibilizado pela Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência do TRE-RJ.
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