Por: Cláudio Magnavita

Coluna Magnavita | O GSI - Gerador Sistemático de Intrigas nomeado por Ricardo Couto

Interventor judicial, Ricardo Couto | Foto: CM

Enquanto os procuradores do estado do Rio estão atuando dentro das quatro linhas da constituição e da gestão pública, foi identificado que o GSI nomeado pelo desembargador Ricardo Couto de Castro ganhou um significado informal nos bastidores do governo. Ganhou um novo significado, passou a ser um verdadeiro GSI - Gerador Sistemático de Intrigas.

O Correio da Manhã até defendeu o direito do chefe do Executivo ter feito a sua primeira nomeação com a troca do GSI. Ele foi buscar um ex-aluno da UERJ, delegado de Polícia que atuava na Prefeitura do Rio como Corregedor da Guarda Municipal. Sempre atuou na área de inteligência e é especialista em elaborar dossiês de inteligência. O maior erro foi ter dado o poder de "santo inquisidor" ao moço, que saiu dos bastidores para atuar também na Secretaria de Governo, exatamente uma pasta que precisava de habilidade política na sua faxina. Nem no início do governo de Wilson Witzel a truculência foi tão grande.

Por ironia, quem viveu a chegada da tropa de elite de Witzel foi o procurador Sérgio Pimentel, que ocupava a chefia da Casa Civil do Governador interino Francisco Dornelles depois da prisão de Pezão. Apesar da desconfiança geral, a turma do ex-juiz eleito governador foi recebida com total transparência e descobriu que o patinho feio não era um covil de bandidos como pensavam.

Quem quiser saber mais sobre o Gerador Sistemático de Intrigas é só perguntar na Polícia Civil e pedir o currículo do moço para descobrir a legião de admiradores que possui no seu órgão de origem.

Será que na UERJ não tem um professor especialista capaz de organizar a Secretaria de Governo? O maior erro foi dar muito poder a quem não tem habilidade de exercê-lo. Neste caso, o desgaste sempre vai recair para quem lhe deu carta branca para agir.

O caso é tão sério que um dos mais importantes ajustes do executivo estadual, que foi a passagem do Segurança Presente direto da Segov para a Polícia Militar, não teve um pitstop diplomático na Casa Civil. Aliás, quem são os procuradores lotados na Segov e no GSI?