A mídia tem errado ao misturar as instituições neste delicado jogo de cartas do processo sucessório do Rio. Quem está à frente do Governo do Estado é a pessoa física do desembargador Ricardo Couto de Castro e não o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). As decisões tomadas pelo governante são pessoais e não pelo colegiado da corte, que, aliás, tem uma presidente em exercício, a desembargadora Suely Lopes Magalhães. Da mesma forma que os procuradores estaduais, que ocupam a função de secretários, estão de forma pessoal e não como prepostos da Procuradoria do Estado, o mesmo ocorre com o delegado de Polícia nomeado secretário. O próprio governador em exercício tem ouvido apenas os seus auxiliares nomeados por ele nas questões do estado.
Como na política cada ação corresponde a uma reação, não se pode criticar ou punir as instituições ao qual eles pertencem por haver discórdia sobre atuações individuais.