O PLANO "D" DE PAES PARA ALERJ - Depois da nota surpreendente assinada por legendas partidárias da sua base da coligação contra a eleição da Alerj, o ex-Prefeito Eduardo Paes tirou do bolso do colete o seu plano "D" para presidir a Alerj. Os seus prepostos na Alerj, os deputados Cláudio Caiado e Luiz Paulo Corrêa da Rocha, passaram a tarde angariando votos para o novo candidato para presidir a Alerj: Guilherme Delaroli, que hoje já ocupa a presidência do Legislativo. A surpresa é um caso de dupla traição aos extremos. Paes trai a esquerda que apostava em Vitor Junior e Delaroli trai a direita, que apostava em Douglas Ruas.
Este vai ser o tema da reunião de líderes às 11 horas na Alerj. O grupo de Eduardo começou insuflando a candidatura de Chico Machado, passou para não querer eleição para a Alerj, pulou para Vitor Júnior e agora abraça Delaroli.
O HOMEM CERTO, NA HORA CERTA E NO LUGAR CERTO - O presidente do Tribunal de Justiça do Rio e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, embarca para Brasília nesta quarta, 15 de abril, à noite e na quinta cumpre agenda com o ministro Gilmar Mendes sobre o julgamento tsunami da distribuição dos royalties do petróleo no próximo dia 06 de maio. Os ministros paulistas, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes já compreenderam o grande prejuízo que o estado de São Paulo terá. O ministro Edson Fachin pensa no Paraná e no Rio Grande do Sul. Já o ministro Gilmar é o fiel da balança e com capacidade de convencer outros pares, inclusive o novato Jorge Messias que, pelo andar da carruagem, poderá participar do julgamento.
O grande trunfo do governador Couto é ser integrante do Judiciário e está ocupando a cadeira de Governador do Rio com o aval do STF. Como Deus é carioca, ele se colocou na interlocução e como defensor do Rio que conhece as armas desta batalha jurídica.
A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO À PGE - A volta de Bruno Dubeux à Procuradoria-Geral do Estado foi um golaço do governador em exercício Ricardo Couto. Convocou para PGE um profundo conhecedor da máquina pública e que deixou o cargo sem perder o carinho dos amigos que fez. Na sua gestão o seu maior mérito era saber dizer não e obrigava os procuradores a emitirem pareceres conclusivos: sim é sim e não é não. Protegeu o CPF de muitos dirigentes públicos. Ele volta à PGE e já embarca com o governador para negociar o julgamento dos royalties do petróleo em Brasília.
O DIPLOMA DO GUANABARA - Para desespero dos fofoqueiros de plantão, a ida de Marco Simões para a Secretaria do Gabinete do Governador, antes ocupada por Rodrigo Abel (que já está em agenda em São Paulo e deverá cuidar de três grandes campanhas eleitorais, todas bem longe do Rio), demonstra que não há espírito de perseguição aos ex-integrantes do Governo Castro. Simões é uma das pessoas mais queridas do Guanabara e sabia que a sua passagem pela Casa Civil seria por uma breve transição.
QUEM NÃO DEVE NÃO TEME - Quem foi sério com a gestão pública e respeitou as orientações dos seus procuradores, está tranquilo neste processo de auditagem iniciado pelo governador Ricardo Couto nas contas do Rio e na criação de um portal de transparência ainda mais amplo para todos os contratos e corpo funcional de todas as secretarias e órgãos do governo. Já quem matou no peito decisões que contrariavam as normas legais e as orientações dos seus procuradores, deve estar perdendo o sono. O resultado final vai demonstrar um governo anterior mais probo do que as más línguas falam. Os problemas pontuais são bem conhecidos e já estão na mira do Ministério Público e da Polícia Federal. Aguardem os próximos dias.
SERVIDOR DO EXECUTIVO ESTADUAL SOFRE HÁ ANOS E REPOSIÇÃO SALARIAL É UM ATO DE JUSTIÇA. COUTO PODE FAZER HISTÓRIA - O funcionalismo do estado do Rio de Janeiro vem pagando há anos as diferentes crises que abalam as Finanças do estado. Surgiu uma luz no final do túnel, a sensibilidade do governador interino Ricardo Couto sobre o achatamento salarial do poder Executivo. Não se deve falar em aumento, mas de reposição inflacionária que levou o Executivo estadual ter um dos piores salários do Brasil.
Categorias como educação, segurança, saúde e outras funções de carreira precisam da reposição salarial urgente. O fato do governador interino compreender que é justo esta correção inflacionária permite que as categorias recebam o que lhe é devido. É uma questão de justiça.
Se esta reposição não ocorrer agora, com um gestor que não tem interesse eleitoral, não acontecerá nos anos vindouros. Couto tem a chance de fazer justiça na prática e corrigir uma grave distorção que é imposta há anos um ônus pessoal a cada servidor. Vai fazer história. Está na hora de desengavetar os pleitos que estão sendo ignorados por gestões anteriores e acabar com esta tortura imposta aos funcionários estaduais fluminenses.