Se o pedido de vista do ministro Flávio Dino demorar mais de três semanas, o governador do Rio interino Ricardo Couto terá de enfrentar a tsunami do julgamento dos royalties do petróleo, pautado pelo ministro Edson Fachin para o próximo dia 06 de maio. Contando os feriadões nacionais de 1º de maio e o de 21 de abril, faltam menos de 12 dias úteis para o julgamento. Se incluir São Jorge, dia 23, cai para 10 dias úteis.
Esta bomba relógio, ou melhor, uma tsunami, sobre as finanças do Rio está logo alí. A pressão dos estados é enorme, inclusive a dos integrantes do COSUD. O Paraná e o Rio Grande do Sul, estados queridos do ministro Edson Fachin, são os que mais pressionam.
O julgamento com o Rio fragilizado politicamente, desunido e com embates em todas as áreas parece até que é de propósito.