Nesta quarta, 08 de abril, o filho de Lucy e Mendel Fux segurou a espada da Justiça e honrou a sua vida como magistrado. Começou sendo duro com o Procurador-Geral da República, ao dizer que o papel de um magistrado é de fazer cumprir a lei e não criar teses ou tentar interpretá-la. Lembrou sua passagem pelo Ministério Público e pela sua opção pela magistratura.
O ministro Luiz Fux deu uma aula de ritos processuais demonstrando que o objetivo político e não jurídico do Supremo Tribunal Federal -STF ser questionado por uma célula estadual de uma partido político, que tem o seu mandato de representação no âmbito estadual da sua jurisdição. Foi na mosca. Não era o PSD de Ronaldo Caiado ou Gilberto Kassab que estava nos autos, mas um núcleo regional que se beneficiaria politicamente das decisões contra adversários.
Na sua relatoria anterior, ele negou o ingresso de legendas partidárias no processo, exatamente pelo interesse político e não jurídico. Ele foi coerente ao apontar como foco de toda esta confusão uma parte que está usando a justiça como instrumento eleitoral.
O ponto alto do voto professoral do ministro Luiz Fux, o único magistrado de carreira na corte, foi ao apontar que após a eleição pela Alerj, caberá ao novo presidente eleito assumir o mandato de governador interino e convocar as novas eleições. A frase tem um efeito maior por ser Fux oriundo do TJ-RJ e ter uma filha desembargadora daquela corte.
Se no STF é exatamente Fux quem conhece as filigranas da realidade fluminense, ao fazer isso, ele defende as instituições do estado, o próprio tribunal, o Ministério Público Estadual e o Poder Legislativo. Não se pode empastelar o Rio como uma terra de bandidagem e rotular a política do Rio como podre.