Por: Cláudio Magnavita

Coluna Magnavita | O poder explosivo de Augusto Lima que pode abalar os babalorixás da política baiana

Augusto Lima | Foto: Vaner Casaes/ALBA

A grande surpresa da quarta-feira de Cinzas foi a incineração do Banco Pleno, do baiano Augusto Lima, liquidado pelo Banco Central. Este é o fato relevante que a direita não percebeu, ainda ofuscada pela homenagem a Lula na Sapucaí.

A esquerda brasileira tem a sorte de ter uma direita que não sabe fazer oposição. Todo mundo focado na Sapucaí de Lula e não vendo o rombo que a liquidação do banco do Augusto Lima abre no PT baiano, especialmente no líder do Governo no Senado, senador Jaques Wagner, nos ministros baianos Rui Costa e Sidônio Palmeira.

A carteira de consignados fantasmas usando cpfs e cadastros do funcionalismo público do estado da Bahia, revelados em detalhes pela reportagem do Correio da Manhã, é obra de engenharia de Lima. Foi ele quem levou para o Master os créditos fictícios usados para o BRB. São associações fakes de funcionários que possuíam estes créditos. Uma carteira de inadimplência zero. Já que as parcelas eram pagas por operações contábeis internas. Nenhum dos tomadores sabiam que deviam e que haviam sido feitas operações em seus nomes. Tudo para aumentar a coluna de crédito a receber das instituições financeiras envolvidas.

Todo mundo do mercado estranhou que Augusto Lima tivesse ganho um banco, com aval do Banco Central, já com o Master passando por problemas. O banco tem raízes no antigo Banco Indusval, fundado em 1982. Tornou-se Banco Voiter e, em julho de 2025, foi adquirido por Augusto Ferreira Lima (ex-CEO do Banco Master), passando a se chamar Banco Pleno. Uma demonstração de força que só os laços políticos explicam.

Esta mutação de nomes de bancos virou uma marca do moço. O Banco Máxima virou Master e o Voiter, Banco Pleno. A Polícia Federal apurou que três dias da operação Compliance Zero,o helicóptero de luxo, modelo Eurocopter EC130 T2, prefixo PS-VTR, havia sido utilizado para viagens de ACM Neto e do prefeito de Salvador, Bruno Reis.

Se puxarem os passageiros do Helicóptero e do jatinho de Augusto Lima, a sua teia de relacionamento ficará revelada. A grande sorte da esquerda é que a direita brasileira prefere focar na Sapucaí, que não vai dar em nada no TSE, ao invés de focar na caixa de Pandora baiana.