Por: Cláudio Magnavita

Coluna Magnavita | No Pará, quem anda com doido, doido é

Governador do Pará, Helder Barbalho | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O day after da COP30 do governador do Pará, Helder Barbalho, não está sendo como ele esperava. Sonhando em ser o nome escolhido para vice-presidente na chapa da reeleição de Lula, ele está assistindo o seu sonho ruir com as estripulias que foram feitas em nome da COP 30.

Nesta terça, 16/12, o ministro do STF, Flávio Dino, com quem conviveu como colega quando o magistrado governou o vizinho Maranhão, deu um duro golpe nos sonhos presidenciais de Barbalho, ao decretar busca e apreensão na residência e gabinete do deputado Antônio Doido e do secretário de obras de Helder, Ruy Cabral.

O efeito Teflon do governador do Pará, Helder Barbalho, já que nada grudava nele, está evaporando. As acusações envolvendo a farra do dinheiro público e a sua tentativa de controlar a sucessão e a escolha dos nomes para as duas vagas para o Senado tem um efeito nocivo para o rapaz.

Governador do MDB, Barbalho tem o deputado federal Antônio Doido como seu grande aliado partidário e entregou de porteira fechada a Secretaria de Obras, pivô dos escândalos do seu governo na COP30.

De “doido” o deputado do MDB não tem nada. Suas empresas já acumulam mais de R$ 1 bilhão de obras com o governo e suas assessorias faziam vários saques milionários em dinheiro vivo. Com a Polícia Federal na porta de sua residência oficial em Brasília, o deputado atirou pela janela os seus dois celulares, que foram capturados pelos agentes. As duas bombas-relógio do Pará e que irão revelar a sua relação de proximidade com o governador.

Helder quer ser senador e deve deixar o governo em abril, passando para a sua vice, Hana Ghassan Tuma, o comando e a missão de sucedê-lona próxima eleição. Para o Senado, ele quer o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, o Deputado Chicão, outro polêmico aliado.