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Aliados estranham alarde em operação da polícia paulista

Aliados estranham alarde em operação da polícia paulista
Tarcísio com Nunes: contrato suspeito da prefeitura Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Políticos ligados ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estranharam o estardalhaço feito pela Polícia Civil de São Paulo na operação de ontem na ONG Instituto Conhecer Brasil, ligada à produtora do filme "Dark House", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Isto porque a polícia é subordinada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e as investigações focam contrato assinado em 2024 com a prefeitura.

Segundo um parlamentar, a Polícia Civil, acionada pelo Ministério Público estadual, não poderia deixar de investigar as suspeitas relacionadas ao contrato de R$ 108 milhões, mas alega que poderia ter feito isso de maneira mais discreta, já que Tarcísio e Nunes são aliados.

Aposta

Ao declarar que pode ser vice na chapa de Caiado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, supreendeu muita gente. "Almocei com ele na semana passada, ele não me falou nada", diz o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). A sinalização de Kassab demonstra que ele acredita no desgaste de Flávio.

Turnos

A pesquisa Real Big Data animou o PSD: mostra que Ronaldo Caiado empataria com Lula (PT) em um eventual segundo turno (43% para cada um). Já Flávio Bolsonaro perderia do petista, 45% a 43%. O problema do ex-governador goiano é que, no primeiro turno, ele teria 6%; o filho de Jair, 31%.

Constrangimento

O inquérito policial, nascido de uma notícia de fato feita por um militante do PT, foi instaurado em 31 de março, há mais de dois meses. É impossível que Tarcísio não soubesse de sua existência. O caso também resvala do filme sobre o ex-presidente.

Esses aliados de Nunes ressaltam que o governador precisará da ajuda dele em sua tentativa de reeleição; logo, não haveria sentido criar qualquer constrangimento.

Os padrinhos

A contratação da ONG foi feita em 2024 pela Secretaria de Inovação e Tecnologia, na época comandanda pelo deputado Bruno Lima, que era do PP e, em 2026, foi para o Podemos. O Correio Bastidores apurou que Lima foi indicado para o cargo pelos presidentes nacional e estadual do PP, respectivamente, senador Ciro Nogueira (PI) e deputado Maurício Neves.

Voz do povo

O PL encomendou uma pesquisa para checar, entre outros pontos, a reação da população às conversas entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro e a atuação deste para que os Estados Unidos declarassem que CV e PCC são organizações terroristas internacionais. As entrevistas já começaram a ser feitas.

Na pressão

Representantes de entidades empresariais decidiram criar grupos para fazer corpo-corpo com senadores, querem evitar a aprovação da proposta de emenda constitucional que acaba com a jornada de trabalho de seis por um. A marcação sob pressão foi sugerida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Jogo duro

A tramitação no Senado deve ser mais complicada. A PEC do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que estabelece livre negociação de jornada e pagamento por horas trabalhadas conta assinaturas de 41 dos 81 senadores. Flávio Bolsonaro é um dos 16 senadores do PL que apoiam a proposta.

O ano da fraude

O senador Magno Malta (PL-ES) acusou no Instagram, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso de ser "um dos responsáveis pela fraude eleitoral no Brasil". Eleito três vezes para o Senado em votações feitas em urna eletrônica, ele não especificou em que pleito houve a suposta fraude.

Entre mordidas e assopros

Entre mordidas e assopros
Flávio Bolsonaro: explicações sobre o Master Crédito: Waldemar Barreto/Agência Senado

Semana passada, Tarcísio disse que Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, deveria explicar "muitas questões" relacionadas à sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ontem, depois da divulgada a operação, reiterou que o filho de Bolsonaro tem seu apoio.

Ao pedir à Justiça a liberação de dados da movimentação bancária da ONG e de sua responsável, Karina Ferreira da Gama, o delegado Antonio Munera Silveira classificou de "consistentes" as suspeitas de uso de dinheiro da prefeitura na produção do filme sobre Bolsonaro.