Por: POR FERNANDO MOLICA

CORREIO BASTIDORES | PL nega que Rogéria, ex de Bolsonaro, disputará Senado

Eduardo, Carlos e Flávio com a mãe, Rogéria. | Foto: Reprodução/Instagram de Rogéria Bolsonaro

Presidente do PL-RJ, o deputado federal Altineu Côrtes nega que Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair Bolsonaro, será candidata ao Senado pelo Estado do Rio.

Pelo acordo anunciado em fevereiro, a ex-vereadora ocuparia a primeira suplência da chapa ao Senado que será encabeçada por Marcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ).

Rogéria (PL) foi incluída em pesquisa do Instituto Paraná divulgada na última sexta. Seu nome entrou na lista em uma das simulações — ela ocuparia o lugar reservado ao ex-governador Cláudio Castro (PL), declarado inelegível pela Justiça Eleitoral. Neste cenário, segundo o levantamento, ela só ficaria atrás de Benedita da Silva (PT)

 

No lugar de Jair

Bolsonaro lançou o filho para derrubar votação da ex | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

"O candidato é o Cláudio", escreveu Côrtes em resposta a mensagem enviada pelo Correio Bastidores. O ex-governador já anunciou que tentará recursos à Justiça para conseguir se candidatar.

Mãe dos três filhos mais velhos de Jair, Rogéria entrou na política em 1992 para herdar os votos do então marido, Jair. Eleito deputado federal dois anos antes, ele renunciara ao mandato de vereador.

Responsável por Carlos

Ela foi indiretamente responsável pela entrada de um dos filhos, Carlos, na política. Irritado com Rogéria, que estava em seu segundo mandato, Jair, em 2000, lançou seu 02 à Câmara para tirar os votos de sua já ex-mulher.

Deu certo, embora tivesse apenas 17 anos, Carlos foi eleito; sua mãe, não.

Apesar dos conflitos, Jair e Rogéria se reaproximaram e, em 2020, ela voltou a tentar uma vaga de vereadora no Rio, mas obteve apenas 2.033, foi apenas a 266ª mais votada.

Uma grande família

No PL, há quem atribua a Jair Bolsonaro a inclusão do nome da ex na lista. Seria uma forma de ele testar o peso de seu sobrenome no Rio de Janeiro, berço de sua atuação. Em tese, com a saída de Cláudio os nomes mais prováveis para o Senado seriam os de Côrtes, do deputado Sóstenes Cavalcante, do senador Carlos Portinho e do delegado Felipe Curi. Mas Jair adora soluções familiares.

Diferenças

Curiosidade: segundo dados fornecidos pelo Paraná ao Tribunal Superior Eleitoral, a pesquisa foi presencial, bancada com recursos do próprio instituto e custou R$ 45 mil. Na quinta passada, a Quaest registrou uma pesquisa semelhante que custará R$ 205 mil e será paga pelo Banco Genial.

Sem ela

O nome de Rogéria Bolsonaro não consta do questionário da Quaest — além de Castro, outro nome do PL incluído foi o de Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil. Da lista consta também Alessandro Molon (PSB), que seria outro candidato da esquerda. O resultado da nova pesquisa será divulgado hoje.

Briga e temor

A direita tem adorado a briga de Romeu Zema (Novo) com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mas há, entre bolsonaristas, o temor de que, com isso, o ex-governador de Minas Gerais apareça mais do que o previsto e possa conquistar pontos importantes em pesquisas para presidente.

Olho vivo

O medo aumentou depois que Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, elogiou a gestão de Zema e criticou a polarização. Há a preocupação de que esteja sendo construída uma articulação de uma direita que não quer ficar presa ao bolsonarismo. A candidatura de Flávio Bolsonaro é tida como consolidada, mas...

Falso Uber

O assédio de taxistas em aeroportos cariocas é mesmo absurdo, e precisa ser reprimido — ninguém merece ser alvo de tanto constrangimento. Mas há outra arapuca para passageiros, algo que ocorre no Galeão/Tom Jobim e em, pelo menos, em Confins (MG) e Salvador (BA). O golpe, veja só, do falso Uber.

É roubada

Motoristas de carros comuns se aproximam de passageiros que esperam veículos de aplicativos, se apresentam como vinculados à Uber e se ofererecem para fazer corridas. Vale lembrar: carros de aplicativos são pedidos pelo celular; embarcar num veículo qualquer é um risco absurdo para o passageiro.