Por: POR FERNANDO MOLICA

CORREIO BASTIDORES | Rio: leitos em hospitais federais cresceram em dois anos

Hospital Geral de Bonsucesso | Foto: GHC/Divulgação

Em dois anos, o percentual de leitos fechados nos seis hospitais federais do Rio caiu de 21,8% para 12,5%. Como o Correio Bastidores mostrou, em março de 2024 o número de leitos interditados tinha aumentado ao longo de onze meses, passado de 283 em abril de 2023 para 361 — agora são 208.

De acordo com o Censo Hospitalar da Prefeitura do Rio, que monitora esses números diariamente, há apenas três leitos interditados no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB): 0,18% dos 423 existentes, Há dois anos, o percentual era de 44%. A unidade sofrera um incêndio em 2020.

Outro hospital com índice desprezível de interdição — 1% — é o Cardoso Fontes, em Jacarepaguá.

 

Mudanças

As duas unidades foram alvo de mudanças criticadas por entidades de servidores federais. O HGB passou a ser tocado pelo Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde e que administra quatro hospitais no Rio Grande do Sul.

O Cardoso Fontes teve sua gestão transferida para a Prefeitura do Rio e recebeu uma nova emergência, inaugurada no mês passado.

Interdições no Andaraí

Lula inaugurou novo centro de trauma | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Hospital do Andaraí, que também passou a ser administrado pela Secretaria Municipal de Saúde, está, porém, com 29% dos leitores interditados.

Segundo o Censo Hospitalar, praticamente todos esses leitos — 105, dos 358 da unidade — estão passando por obras. Mas, de acordo com o próprio site, boa parte desses trabalhos já deveria ter sido concluída.

Na sexta passada, o presidente Lula (PT) esteve no hospital e, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), inaugurou uma nova unidade de trauma.

Transição na Lagoa

Outro hospital da rede federal que continua com situação complicada é o da Lagoa, na Zona Sul, com 25% dos leitos interditados.

Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou um processo de integração da unidade ao Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, especializado no atendimento de mulheres e crianças.

Go home...

Ao mandar revogar o visto de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, Lula resolveu retomar o discurso de soberania que, ano passado, ajudou a recuperar sua popularidade. Pesquisas mostraram que os acordos posteriores com o colega norte-americano não tiveram o mesmo efeito positivo.

Ameaça

Sinais vindos de Washington também fortaleceram a decisão do brasileiro. No recente encontro com presidentes de países da América Latina alinhados com a direita, Trump mostrou que não abre mão de tentar mandar e desmandar por aqui, o que já deixara claro ao invadir a Venezuela e sequestrar Nicolás Maduro.

Cadeião

A possibilidade de os EUA classificarem de terroristas o PCC e o Comando Vermelho deixou Lula ainda mais preocupado, já que a medida abriria caminho até para uma intervenção norte-americana. Para piorar, a Folha de S.Paulo noticiou que Trump quer que o Brasil vire destino de estrangeiros presos em seu país.

Dianteira

Ao omitir das autoridades consulares brasileiras que pretendia visitar Jair Bolsonaro, Beattie complicou tudo. Lula achou melhor tomar a dianteira antes de ser atropelado — e ainda acha que vai faturar politicamente com sua atitude. Confia que decisão recente da Suprema Corte limita o poder de retaliação comercial de Trump.

Rejeição

Pesquisa da Quaest divulgada na sexta mostrou que 48% dos brasileiros têm imagem desfavorável dos EUA, mesmo índice registrado em agosto, depois do tarifaço. Caiu de 44% para 38% o percentual dos que gostam da terra do Mickey. Um apoio de Trump a Flávio Bolsonaro faria mais gente votar em Lula.

Cientistas

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação abriu inscrições para universitários interessados em participar do Programa Jovens Cientistas Cariocas. Os 112 selecionados receberão bolsa de R$ 800 mensais para desenvolver pesquisas que possam contribuir para a melhoria da cidade.