As falas do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do ministro Flávio Dino evidenciaram a insatisfação de integrantes da corte com os problemas que envolvem os colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Ocorridos em sequência, num intervalo de 24 horas, os pronunciamentos são enfáticos, principalmente para os padrões mais discretos do Judiciário.
Ao discursar em um encontro de magistrados, Fachin falou em necessidade de "distanciamento das partes e dos interesses em jogo". Afirmou que "imparcialidade não é frieza — é a condição de possibilidade da equidade". Disse que o Judiciário coloca "a lei e a igualdade acima
dos interesses particulares".