Por: POR FERNANDO MOLICA

CORREIO BASTIDORES | Hélio Lopes vira alternativa para Senado por Roraima

O deputado federal é amigo de Bolsonaro | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Empenhado em conquistar a maioria no Senado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não descarta repetir em Roraima a fórmula que exercitou ao despachar o filho Carlos para Santa Catarina.

Nascido em Resende (RJ), Carlos fez sua carreira no Rio como vereador, mas renunciou ao mandato para disputar uma vaga no Senado pelo estado do Sul.

A alternativa da vez é fazer com que o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), também conhecido como Hélio Bolsonaro e Hélio Negão, mude seu domicílio para Roraima para tentar ser eleito para o Senado. A possibilidade ocorrerá caso o senador Mecias de Jesus (Republicanos) assuma sua cadeira no Tribunal de Contas do Estado.

 

Vai, não vai

Mecias foi indicado ao cargo de conselheiro do TCE em agosto do ano passado pelo governador Antonio Denarium (PP) e teve seu nome aprovado pela Assembleia Legislativa.

Mas ele ainda não assumiu a vaga e afirmou que pretende abrir mão do cargo para buscar um novo mandato no Senado. Já Lopes se declarou candidato a uma cadeira no Tribunal de Contas da União.

Preterir e coçar...

Esperidião Amin (PP-SC) relatou o projeto no Senado | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Para Bolsonaro, a conquista de maioria no Senado seria uma conquista especial, já que cabe à Casa definir eventuais pedidos de impeachment de integrantes do Supremo Tribunal Federal.

O problema é que a decisão do ex-presidente de controlar a escolha de candidatos a senador tem provocado problemas regionais.

Em Santa Catarina, ele descartou o apoio à reeleição de Esperidião Amin (PP) e no DF tende a preterir o governador Ibaneis Rocha (MDB), que quer o Senado.

Flávio quer 'todes' juntos

Preocupado com os embates entre aliados, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, tentou botar ordem na casa. Em post, apelou até para a linguagem inclusiva, odiada pela extrema direita: "Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes , todys e todXs!".

Twist carpado

O grande mistério da política é saber qual será a cambalhota do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para convocar uma sessão do Congresso sem criar a CPMI para investigar o escândalo do Banco Master. O regimento do Congresso indica que a CPMI tem que ser criada na tal sessão.

Lá e cá

Alcolumbre tem a alternativa de não convocar a sessão, mas aí impediria a votação de temas importantes para o governo e para a oposição. O Planalto certamente vai querer mexer no orçamento e bolsonaristas estão de olho na derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria de penas.

Saída

Baseado no histórico de Alcolumbre, um senador da oposição aposta que ele vai tentar uma saída alternativa. Protelaria ao máximo a sessão, que ocorreria em junho, quando o Congresso, já mobilizado para festas juninas e eleições, acabaria não tocando a CPMI. O presidente do Senado teme ser alvo da investigação.

Lira no TCU

Olha o Tribunal de Contas da União de novo aqui, gente! Na Câmara corre solta a possibilidade de Arthur Lira (PP-AL) tentar furar a fila e buscar uma vaga no TCU — a bola da vez seria o deputado Odair Cunha (PT-MG). Com o mandato suspenso, Glauber Braga (Psol-RJ), anunciou que volta dia 12 de junho — para lugar contra a indicação de Lira.

Menos grana

Presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro frisa um ponto importante: ao impor suas taxas altíssimas, Donald Trump fez despencar a arrecadação norte-americana com imposto de importação. Isto porque as compras no exterior caíram por lá.

Tata em Copa

O babalaô Ivanir dos Santos comemora a decisão de Eduardo Paes (PSD) de fazer estátua em homenagem a Tata Tancredo, o pai de santo que criou a festa de Iemanjá no réveillon. Mas alertou o prefeito que o monumento tem que ficar em Copacabana, palco maior da comemoração, e não no Estácio.