Escola que homenageou o presidente Lula (PT), a Acadêmicos de Niterói disse, em nota divulgada nesta segunda (16), ter sido perseguida por "gestores do Carnaval carioca". O documento afirma que a agremiação sofreu pressões para mudar seu enredo e ouviu questionamentos sobre a letra de seu samba.
Segundo a nota, houve ainda outras ações para "enquadrar" e "silenciar a agremiação". A nota usa a palavra "perseguições" para definir a tentativa de "interferência direta" na "autonomia artística"da agremiação.
O desfile do Grupo Especial é organizado pela Liesa (Liga Independente da Escolas de Samba), entidade integrada pelas escolas da elite do Carnaval carioca.
A letra do samba reproduz trecho do jingle "Lula lá", usado em campanhas eleitorais do petista, e ao número do partido - o 13.
Na nota, a Acadêmicos cita também ter sido vítima de ataques políticos e teve que enfrentar setores conservadores. Segundo o texto, a escola "não se curvou".
O documento cita a "narrativa injusta" do "quem sobe, desce", referência à tradição de que a escola vinda da divisão inferior acaba sendo rebaixada. Diz esperar que haja um julgamento "justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos".
Procurada pelo Correio Bastidores, a Liesa limitou-se a dizer que eventuais recursos ou questões regulamentares só serão comentadas na apuração.