Contrato de R$ 2,1 milhões garante avanço do projeto
Corredor de 35 km deve atender até 65 mil pessoas por dia
O corredor de BRT entre Águas Lindas de Goiás e Ceilândia voltou a ganhar tração com a contratação dos estudos de viabilidade técnica, econômica, social, ambiental e jurídica.
O documento, firmado neste mês por R$ 2,1 milhões, tem vigência até fevereiro de 2027 e representa a etapa mais concreta do projeto desde que ele foi incluído no Novo PAC. A iniciativa é tratada como essencial para uma das maiores cidades-dormitório do Entorno, onde milhares de moradores enfrentam deslocamentos longos e caros para trabalhar no Distrito Federal.
A contratação dos estudos era uma exigência para que o projeto avançasse no PAC. O governo federal havia previsto repassar cerca de R$ 7 milhões para essa etapa, mas o recurso não foi liberado. Para não perder o cronograma, o governo de Goiás decidiu financiar o estudo com recursos próprios, garantindo que o corredor continue tramitando entre as obras consideradas prioritárias para a região.
O BRT terá aproximadamente 35 quilômetros, ligando o Terminal de Águas Lindas ao Terminal de Ceilândia, com conexão direta ao Metrô-DF. A expectativa é atender entre 50 mil e 65 mil passageiros por dia, reduzindo o tempo de viagem e oferecendo uma alternativa mais rápida e previsível do que o transporte atual.
Hoje, a mobilidade depende principalmente das linhas semiurbanas operadas pela UTB, com tarifas que chegam a R$ 11,45 no trajeto até Brasília.
Águas Lindas é uma das cidades que mais enviam trabalhadores diariamente ao Distrito Federal. A falta de um sistema estruturado de transporte amplia o tempo de deslocamento e pressiona o orçamento das famílias.
O BRT é visto como uma forma de reorganizar a mobilidade regional, melhorar a integração com o DF e reduzir a dependência de ônibus convencionais. Paralelamente, há discussões sobre um trem regional, mas o BRT é o único projeto com estudos contratados e cronograma ativo.
Além do BRT, recentemente o Ministério dos Transportes autorizou a ampliação, com a construção de uma terceira faixa, de aproximadamente 11 quilômetros da BR-070, a mesma que faz a ligação entre Águas Lindas e o DF.
Com os estudos em andamento, o governo estadual espera consolidar a inclusão definitiva do corredor no PAC e avançar para as fases de licenciamento e projeto executivo. A expectativa é que o BRT se torne um dos principais eixos de mobilidade do Entorno Oeste.