Por: William França

BRASILIANAS | DF registra menor taxa de desemprego da série histórica, diz IBGE

A taxa anual de desocupação no DF foi de 7,5% | Foto: Agência Brasília

Com 7,5% de desocupação, capital federal lidera país em rendimento médio

População ocupada chega a 1,56 milhão; informalidade cai e rendimento médio mantém liderança nacional

Setor privado concentra mais da metade dos trabalhadores; setor público cresce 17,5% em um ano

O Distrito Federal encerrou 2025 com indicadores positivos no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (20), a taxa anual de desocupação na capital federal foi de 7,5%, o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

O resultado representa uma queda de 2,2 pontos percentuais em relação a 2024 e confirma a tendência de recuperação do emprego na região.

No quarto trimestre de 2025, a população ocupada no DF foi estimada em 1,56 milhão de pessoas, alta de 3,9% frente ao mesmo período do ano anterior. O nível de ocupação — proporção de pessoas com trabalho entre aquelas com 14 anos ou mais — chegou a 62,5% no trimestre.

No acumulado do ano, o índice foi de 63,3%, recorde da série e superior tanto ao registrado em 2024 quanto ao de 2012, quando a pesquisa começou.

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Taxa de informalidade das pessoas (comparativo nacional) | Foto: Divulgação/IBGE

Setor privado lidera o emprego

Os maiores contingentes de ocupados estavam no setor privado, com 800 mil trabalhadores (51,4%), seguido pelo setor público, com 338 mil (21,7%), e pelos trabalhadores por conta própria, que somaram 264 mil (16,9%).

O número de empregados no setor público cresceu 17,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Entre os empregados do setor privado, 76,7% tinham carteira assinada (614 mil pessoas), o que representa uma alta de 7,9% em comparação ao ano anterior. Já entre os trabalhadores domésticos, 41,9% tinham carteira assinada, um crescimento de 23,1% frente ao trimestre anterior.

A informalidade também apresentou queda. No quarto trimestre, 27,1% da população ocupada estava em situação informal, o equivalente a 422 mil pessoas. O índice é o segundo menor entre as unidades da federação, atrás apenas de Santa Catarina (25,7%). No acumulado anual, a taxa de informalidade passou de 29,6% em 2024 para 27,3% em 2025.

Os maiores grupos de trabalhadores informais eram empregados do setor privado sem carteira (187 mil) e ocupados por conta própria sem CNPJ (170 mil).

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Taxa de desocupação no DF | Foto: Divulgação/IBGE

Menor percentual de desempregados

O número de desocupados no DF foi estimado em 113 mil pessoas no quarto trimestre, com taxa de 6,8%, também a menor da série histórica. O resultado representa queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 2,3 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2024. O contingente de desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho por diferentes razões — foi de 18 mil.

Além da melhora nos índices de ocupação e queda da desocupação, o Distrito Federal manteve-se na liderança nacional em rendimento médio mensal real habitual. No quarto trimestre de 2025, os trabalhadores da capital receberam, em média, R$ 6.217, valor superior ao registrado em todas as demais unidades da federação.