Por: William França

BRASILIANAS | Cerrado Galeria revisita modernismo brasiliense em mostra com 18 artistas

Sem título, de Betty Bettiol | Foto: Diego Bresani

Com curadoria de Carlos Lin, mostra reúne obras produzidas nas décadas de 1960 e 1970

Exposição gratuita destaca diversidade de linguagens e experimentalismo do período

Brasília abre o calendário cultural de 2026 revisitando suas próprias raízes modernistas. A Cerrado Galeria inaugura, no dia 25 de fevereiro, a exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias, com curadoria de Carlos Lin. A mostra reúne obras de dezoito artistas que ajudaram a formar o pensamento artístico da capital nas décadas de 1960 e 1970, período marcado pelo experimentalismo e pela diversidade de linguagens. Com entrada gratuita, a exposição propõe um mergulho no universo criativo que acompanhou a construção da cidade e consolidou sua identidade cultural.

Entre os nomes presentes estão Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Bruno Giorgi, Roberto Burle Marx e Rubem Valentim, além de artistas que atuaram diretamente na cena brasiliense, como Glênio Bianchetti, Félix Barrenechea e Marília Rodrigues. O público poderá ver trabalhos em desenho, gravura, pintura, escultura, objeto e tecelagem, compondo um panorama que evidencia a coexistência de múltiplos modernismos no Distrito Federal. Mais do que um recorte histórico, a mostra sugere a pluralidade de caminhos que se abriram a partir da experiência modernista no Planalto Central.

Macaque in the trees
Duas Mulheres, de Glenio Bianchetti | Foto: Diego Bressani

Mostra acontece também em Goiânia

A exposição integra o ciclo Raízes modernistas, realizado simultaneamente em Brasília e Goiânia. Na capital goiana, o diretor artístico da galeria, Divino Sobral, assina a curadoria de Um modernismo no Oeste, que será inaugurada em 14 de março e aborda os processos de formação dos circuitos artísticos locais vinculados à modernização do interior do país.

“Brasília é herdeira do princípio da ruptura que, de certo modo, define o Moderno”, afirma o curador Carlos Lin. Para ele, a cidade já existia como projeto político, urbano e simbólico antes mesmo de sua inauguração oficial, tornando-se um dos principais experimentos modernistas do Brasil. O Plano Piloto de Lúcio Costa, os edifícios de Oscar Niemeyer, os cálculos de Joaquim Cardozo, o paisagismo de Burle Marx e os painéis de Athos Bulcão são exemplos da integração entre arte, arquitetura e cidade que marcaram a capital.

O modernismo no Planalto Central resultou do trabalho coletivo de agentes vindos de diferentes regiões do país e do mundo. Nesse processo, a formação artística local teve papel fundamental, com a Universidade de Brasília consolidando-se como polo de ensino e difusão cultural, enquanto ateliês e espaços independentes ampliaram os circuitos de produção e debate estético e político. Ao assumir a imagem das raízes do cerrado, a galeria reafirma seu compromisso com a valorização da história da arte no Centro-Oeste e com a construção da memória cultural da região.

Macaque in the trees
O Pequeno Arqueito, de Milton Ribeiro | Foto: Fernando Ribeiro

Serviço

Modernismos: uma e muitas Brasílias – Curadoria de Carlos Lin
Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF
Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta: 10h às 19h; sábado: 10h às 13h
Entrada gratuita / Indicação livre /

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Assessoria de Imprensa

O Cara da Comunicação
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