Com 13 mil organizações, Brasília é a capital das entidades religiosas e comunitárias, mas o emprego formal no setor sem fins lucrativos segue concentrado em poucas instituições
Em 2023, o Distrito Federal registrou 13.017 unidades locais de fundações privadas e associações sem fins lucrativos (FASFIL), segundo levantamento do IBGE, divulgado na última semana. O dado revela a força desse setor na capital federal, que se destaca nacionalmente pela predominância de organizações religiosas e de defesa de direitos, em contraste com outros estados, onde a assistência social e a saúde costumam ter maior peso.
No DF, as entidades religiosas somam 4.042 unidades, representando 31% do total. Esse percentual é superior à média nacional, evidenciando a centralidade da fé e da organização comunitária na vida social brasiliense. Já os grupos voltados para a defesa de direitos e interesses — como associações de moradores, comunitárias e de minorias — respondem por 27,1% das organizações locais. Somadas, essas duas finalidades concentram 58,1% das FASFIL do DF, proporção que coloca Brasília como polo de mobilização social e política.
O retrato das FASFIL no DF mostra, portanto, um setor diverso, que combina religiosidade, mobilização social e impacto econômico. Ao mesmo tempo, evidencia desafios: a dependência de poucas entidades para geração de empregos.