A possível transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet/RJ) em Universidade Tecnológica Federal do Rio de Janeiro (UTFRJ) é vista como uma oportunidade de crescimento para a unidade de Petrópolis. O Projeto de Lei nº 5.102/2023, que trata da mudança, avançou no Congresso Nacional e pode representar uma nova fase para a instituição, com ampliação de cursos, aumento do quadro de servidores e reforço dos investimentos federais.
A proposta chegou a constar na pauta do Senado nesta terça-feira (9), mas teve a votação adiada após pedido do relator, senador Camilo Santana (PT-CE). O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que informou que a matéria deverá retornar à pauta ainda nesta semana.
Segundo o diretor do campus Petrópolis, Felipe da Rocha Henriques, a mudança é resultado de uma discussão antiga e aguardada pela comunidade acadêmica. "Não só a unidade de Petrópolis, mas todo o sistema Cefet/RJ irá se beneficiar com a transformação", afirmou.
Projeto
O projeto prevê a transformação do Cefet/RJ e do CEFET-MG em universidades tecnológicas federais, mantendo a gratuidade dos cursos e a estrutura que integra ensino técnico, graduação e pós-graduação. Caso seja aprovado e sancionado pelo presidente da República, o Cefet/RJ passará a se chamar UTFRJ.
Entre os principais impactos esperados está a ampliação da capacidade de contratação de servidores. Atualmente, o Ministério da Educação estabelece limites para o número de docentes e técnicos administrativos em cada unidade. "Com a transformação para universidade, isso muda, o que significa que poderemos expandir o nosso quadro de servidores", explicou Henriques.
O diretor também destaca a expectativa de aumento do orçamento, já que a instituição passaria a integrar a Secretaria de Educação Superior (Sesu). Segundo ele, a mudança abrirá caminho para novos cursos de graduação, pós-graduação e ensino técnico. A unidade de Petrópolis já discute projetos para a implantação de novos cursos técnicos, além de programas de mestrado e doutorado.
Para Henriques, os efeitos da transformação vão além da instituição. "Isso irá gerar um impacto positivo importante para a Região Serrana, consolidando Petrópolis como capital tecnológica do Estado do Rio de Janeiro", destacou.
Desafios
Apesar das perspectivas positivas, o diretor ressalta que a expansão também traz desafios, como a ampliação da infraestrutura e o restauro da fachada do campus, afetada após as enchentes de 2022. Ainda assim, ele avalia que a mudança ampliará as oportunidades de ensino, pesquisa e extensão para a população petropolitana.
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