Política

Isolado, PL ainda não se decidiu sobre comando da Câmara

Hugo Motta já tem apoio de 15 partidos à sua reeleição ao cargo

Isolado, PL ainda não se decidiu sobre comando da Câmara
Nikolas defende que PL lance candidatura própria para a Câmara Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Após lançar a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) a presidente do Senado, o PL ainda precisa definir como atuará na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados. Uma reunião dos integrantes da sigla com os deputados eleitos para a próxima legislatura está prevista para a próxima quarta-feira (11). O encontro deverá definir se o partido lançará candidatura própria ou apoiará a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB).

Nesta quarta-feira (4), o União Brasil anunciou apoio a Motta. Com a adesão da legenda, que contará com 46 deputados federais na próxima legislatura, o atual presidente da Câmara soma 15 partidos e federações que manifestaram apoio à sua recondução ao cargo.

Além do União Brasil, também declararam apoio o PP, o PSD, o PSB, o MDB, o Podemos, o PDT, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), a Federação PSDB-Cidadania e o Republicanos.

Para ser reeleito, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos, equivalente a 257 deputados. Os partidos que declararam apoio a Motta já somam 361 parlamentares eleitos.

Diante desse cenário, o PL enfrenta uma divergência interna sobre a estratégia que adotará: lançar candidatura própria ou negociar apoio a Motta em troca de espaço na Mesa Diretora e no comando de comissões estratégicas da Câmara.

Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fosse eleito presidente da República, o líder na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), iria concorrer. Após a derrota de Flávio, Sóstenes afirmou que não mais disputará.

Nos bastidores, o partido demonstra estar dividido sobre o nome que apoiará na disputa. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, defende o lançamento de uma candidatura própria e se posiciona contra o apoio a Hugo Motta, que declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Agora, apesar de contar com a maior bancada da Casa, com 121 deputados eleitos. Nesse cenário, o partido poderia perder o direito de reivindicar a presidência de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de postos na própria Mesa Diretora.