Após lançar a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) a presidente do Senado, o PL ainda precisa definir como atuará na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados. Uma reunião dos integrantes da sigla com os deputados eleitos para a próxima legislatura está prevista para a próxima quarta-feira (11). O encontro deverá definir se o partido lançará candidatura própria ou apoiará a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB).
Nesta quarta-feira (4), o União Brasil anunciou apoio a Motta. Com a adesão da legenda, que contará com 46 deputados federais na próxima legislatura, o atual presidente da Câmara soma 15 partidos e federações que manifestaram apoio à sua recondução ao cargo.
Além do União Brasil, também declararam apoio o PP, o PSD, o PSB, o MDB, o Podemos, o PDT, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), a Federação PSDB-Cidadania e o Republicanos.
Para ser reeleito, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos, equivalente a 257 deputados. Os partidos que declararam apoio a Motta já somam 361 parlamentares eleitos.
Diante desse cenário, o PL enfrenta uma divergência interna sobre a estratégia que adotará: lançar candidatura própria ou negociar apoio a Motta em troca de espaço na Mesa Diretora e no comando de comissões estratégicas da Câmara.
Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fosse eleito presidente da República, o líder na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), iria concorrer. Após a derrota de Flávio, Sóstenes afirmou que não mais disputará.
Nos bastidores, o partido demonstra estar dividido sobre o nome que apoiará na disputa. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, defende o lançamento de uma candidatura própria e se posiciona contra o apoio a Hugo Motta, que declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Agora, apesar de contar com a maior bancada da Casa, com 121 deputados eleitos. Nesse cenário, o partido poderia perder o direito de reivindicar a presidência de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de postos na própria Mesa Diretora.
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