No dia 1º de fevereiro se iniciará oficialmente a 58ª Legislatura do Congresso Nacional. No mesmo dia, ocorrerão as votações para presidentes da Câmara e do Senado, cujos atuais mandatários, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), concorrem à reeleição. No caso da Casa Baixa, o Partido Liberal (PL), maior sigla da Câmara com 121 deputados federais eleitos, ainda não definiu quem apoiará para o cargo.
Na próxima quarta-feira (11), a bancada se reunirá novamente, mas dessa vez com os deputados federais eleitos que assumirão a próxima legislatura (2027-2030) a partir de 1º de fevereiro. A expectativa é que até lá os membros do partido chegem a um consenso sobre qual nome indicar ou se apoiarão a candidatura de Motta.
Na noite desta terça-feira (3) os parlamentares da sigla, incluindo o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, se reuniram na sede do PL em Brasília para definir a quem apoiar para concorrer à principal cadeira da Mesa Diretora da Câmara.
Inicialmente, estava previsto o partido lançar a candidatura do líder na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). Contudo, na última semana, pouco após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Sóstenes comunicou sua desistência para disputar o cargo. "Eu sempre falei que seria presidente da Câmara se o Flávio ganhasse. Não tenho interesse em ser candidato com o Lula", disse o parlamentar na época.
Apesar da declaração de Sóstenes, seu colega de partido, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), não descartou o nome do parlamentar como uma alternativa, por ser um nome que "dialoga com ambos os lados". Nikolas também citou como alternativa o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), defendendo uma candidatura própria do PL para o posto.
Questionado pela imprensa após a reunião, o parlamentar disse que a sigla não deveria abrir mão da identidade política e princípios ideológicos em troca de lugares na Mesa Diretora, tampouco para a presidência de comissões estratégicas da Câmara dos Deputados.
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