Política

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar 'ilha' em Angra na 'mão grande'; advogado rebate com documentos e desafia jogador

Candidato do PL a presidente se pronunciou e disse que não tem qualquer vínculo com a mansão, na Ilha Comprida. Atleta falou que mostrará documentos 'em breve'

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar 'ilha' em Angra na 'mão grande'; advogado rebate com documentos e desafia jogador
Richarlison acusou Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de tomarem ilha 'na mão grande'; advogado rebateu acusações Crédito: Montagem sobre reproduções

O jogador Richarlison usou as redes sociais, no último sábado, para fazer acusações contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e o amigo do senador, o advogado Willer Tomaz. O atacante do Tottenham disse que eles "tomaram na mão grande" uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Na noite deste domingo (18), Tomaz se pronunciou, mostrou documentos da posse do imóvel e desafiou o atleta a comprovar a posse.

"Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada", disse em vídeo o jogador.

Willer Tomaz usou as redes sociais para rebater as acusações de Richarlison, falando que elas são falsas e explicou que o jogador nunca teve posse da ilha. O advogado fez um vídeo e exibiu documentos, entre eles a escritura e comprovante de compra da ilha, que foi negociada com quem tinha a posse do imóvel desde 1986.

Tomaz afirmou que que o processo foi ajuizado em maio de 2022. Inclusive, diz que Polícia Federal investigou o caso e concluiu o inquérito sem indiciar ninguém. "Sou advogado. Não sou político nem candidato, e até hoje nunca tinha gravado um vídeo. Durante anos respondi às acusações apenas nos autos, como se responde a qualquer questão jurídica. Mas as acusações não estão nos autos. Estão nas redes sociais, repetidas em escala, agora em período eleitoral e com o nome de um candidato no meio", escreveu.

"Você comprou a ilha de invasores, Richarlison. Por isso você não tinha escritura. Eu tenho escritura de compra e venda, registrada na matrícula do imóvel, registrado no cartório de Angra dos Reis, certidão da SPU (Secretaria do Patrimônio da União) em meu nome e comprei de quem era titular da área desde 1986, ou seja, há 40 anos", disse.

O advogado inclusive mostra um documento em que jogador teria renunciado ao processo, para evitar pagar honorários a parte vencedora na ação judicial. Tomaz diz que já havia entrado com uma ação contra o jogador pelas "mentiras" que ele fala sobre o caso.

"Escolheu o fim de semana, de ato de campanha, que cobrassem de Flávio (Bolsonaro) por uma ilha que nunca foi dele? Isso não é indignação, isso é oportunismo político com data marcada, criticou .

Ele desafiou o jogador a apresentar provas que é dono da 'ilha', que tenha pago algo relacionado ao imóvel. "Se em 72 horas você me apresentar um documento anterior a julho de 2022 da ilha em seu nome, mais o comprovante dos R$ 10 milhões que você gastou, a ilha é sua. E eu não vou te cobrar nenhum centavo por isso".

Na noite deste domingo, Richarlison voltou a se pronunciar, através de uma postagem em seu stories, afirmando que vai mostrar os documentos "em breve". 

Procurado através de sua assessoria, Flávio Bolsonaro negou qualquer relação com a posse do imóvel. "O senador não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão. O processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação", disse em nota.