O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (13), após três meses de proibição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorreu na residência do ex-presidente, no Jardim Botânico, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar.
Flávio chegou ao condomínio por volta das 9h45. A visita foi autorizada por Moraes na segunda-feira (12), após o encerramento da suspensão de 90 dias imposta em julho. A decisão recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou novos fatos que justificassem a manutenção da restrição.
A proibição havia sido determinada depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai em apoio à sua candidatura presidencial. Moraes considerou que a publicação descumpriu as medidas judiciais que impedem Jair Bolsonaro de utilizar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
Embora tenha autorizado a retomada dos encontros, o ministro manteve a proibição de utilização das visitas para fins político-eleitorais. Flávio também não poderá divulgar manifestações ou declarações do ex-presidente, independentemente do meio utilizado. As restrições se estendem à divulgação por terceiros.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex-presidente recebeu autorização para permanecer em regime domiciliar por questões de saúde, sem que isso alterasse sua condenação.
Na segunda-feira, Flávio comemorou a autorização e criticou a suspensão das visitas. O senador afirmou que pretendia reencontrar o pai na condição de filho, evitando comentar a possibilidade de receber orientações para a campanha presidencial.
O reencontro ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, quando Flávio disputará a Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da proximidade da votação, a decisão judicial impede que o encontro seja utilizado para manifestações de campanha.
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