O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, vai exercer influência em um eventual governo do filho, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula.
De acordo com Valdemar, Bolsonaro não deverá ocupar um cargo de ministro, mas poderá indicar nomes para o governo de Flávio. “Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, disse o presidente do PL.
“Eu tenho certeza que ele [Jair Bolsonaro] vai querer que o Flávio faça um governo parecido com o dele, de gente qualificada, com autonomia e negociar. [...] Ele pode participar nisso [de indicar nomes para o governo]. Não tenho dúvida de que ele vai querer participar disso aí”, disse Valdemar.
O presidente do PL avaliou ainda que um eventual governo não deveria “escalar conflitos” como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas destacou que a discussão sobre o tema é uma prerrogativa do Senado.
Para Valdemar, parte do desempenho de Flávio no primeiro turno se deve à influência política de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o prestígio do ex-presidente ajudou a mobilizar pessoas e a buscar votos para o filho. Flávio ficou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disputará com o presidente o segundo turno da eleição presidencial.
Estratégia no 2º turno
De acordo com o presidente do PL, uma das estratégias para o segundo turno da eleição presidencial será a reaproximação com partidos como o União Brasil, o PP e o Republicanos, com negociações que podem envolver a Câmara dos Deputados e suas comissões permanentes.
O PL também tentará atrair para Flávio Bolsonaro o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), candidatos derrotados no primeiro turno das eleições.
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