O primeiro turno das eleições de 2026 redesenhou o mapa partidário do país e colocou o PL no centro da nova configuração de poder. O partido saiu das urnas com as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado e ainda elegeu cinco governadores, consolidando presença simultânea no Congresso e nos Executivos estaduais.
Na Câmara, o PL elegeu 121 dos 513 deputados federais e terá a maior bancada da Casa a partir de fevereiro de 2027. O número representa crescimento de 22 cadeiras em relação aos 99 eleitos pelo partido em 2022 e é a maior bancada conquistada por uma única legenda desde a Constituição de 1988.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu 88 deputados e terá a segunda maior representação. A Federação União Progressista, de União Brasil e PP, ficou logo atrás, com 87 cadeiras.
O avanço do PL foi ainda mais expressivo no Senado. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo (4). Somados aos nove parlamentares da legenda que ainda têm mandato, serão 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, a maior bancada da Casa. O PT terá nove senadores, a Federação União Progressista, 11, e o MDB, oito.
Nos governos estaduais já definidos, o PL também liderou o primeiro turno. O partido venceu em cinco estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Sergio Moro, Luciano Zucco, Marcos Rogério, Arthur Henrique e Jorginho Mello foram eleitos pela legenda.
O PSD aparece em seguida, com quatro governos conquistados no primeiro turno: Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. O PT venceu na Bahia, Ceará e Piauí, enquanto o Republicanos conquistou Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
O PP elegeu dois governadores, em Mato Grosso do Sul e Paraíba. PSDB, MDB e Podemos conquistaram um estado cada, respectivamente Alagoas, Goiás e Pará.
O mapa dos governos estaduais, no entanto, ainda não está fechado. Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins terão segundo turno em 25 de outubro. O resultado dessas sete disputas poderá alterar o equilíbrio entre os partidos nos Executivos estaduais.
No Rio de Janeiro, a disputa entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) ainda envolve uma questão jurídica relacionada aos votos recebidos por Anthony Garotinho. A Justiça Eleitoral deverá definir os efeitos desses votos sobre o resultado antes da consolidação definitiva da disputa estadual.
Mesmo antes do segundo turno, os resultados do Congresso já mostram uma mudança expressiva na distribuição de forças. Nenhum partido terá maioria isolada nas duas Casas, mas o tamanho das bancadas dará ao PL peso central nas negociações legislativas, na composição das comissões e na escolha dos comandos da Câmara e do Senado a partir de 2027.
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