O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu a ação de investigação eleitoral protocolada por Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) e o vice, Geraldo Alckmin (PSB), por abuso de poder político e econômico no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, em fevereiro, no carnaval do Rio de Janeiro. O enredo contou a história de Lula desde a infância em Pernambuco até a Presidência da República.
A ação foi aceita pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, na sexta-feira (18). A petição também cita a primeira-dama Janja Lula da Silva, o candidato a deputado federal pelo PT Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, como investigados. A decisão estabeleceu prazo de até cinco dias para formalização de defesa.
O risco de punição a Lula devido ao desfile da Acadêmicos de Niterói foi apontado pelo Correio da Manhã antes mesmo da apresentação na Marquês de Sapucaí. Na Coluna Magnativa, o jornal informou que partidos de direita teriam decidido não interferir antecipadamente, permitindo que o desfile ocorresse para embasar uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao admitir a ação, o corregedor-eleitoral manifestou ter entendido que os fatos apresentados se encaixam nos requisitos de admissibilidade. Alguns aspectos levados em consideração são: quem propôs a ação, se há a indicação de provas e se os fatos narrados poderiam, em tese, configurar abuso de poder econômico ou político.
Em agosto, o TSE já havia acolhido denúncia do Ministério Público Eleitoral feita a partir de uma ação impetrada pelo Novo, que questiona a aplicação de R$ 9,6 milhões em recursos provenientes do Município de Niterói, do Município do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro e da Embratur para realização do desfile.
O Correio da Manhã também antecipou ação do Novo em fevereiro de 2026, assim como o pedido de abertura de investigação feito pela senadora Damares Alves (Republicanos). Os processos afirmavam que o enredo “Do Alto do Mulungu, Surge a Esperança: Lula, Operário do Brasil” configurava propaganda eleitoral antecipada, com vistas à candidatura de Lula à reeleição.
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