Lula critica Flávio Bolsonaro

Lula acusa Flávio de ligação com milicianos e cita Banco Master

Presidente fez críticas ao adversário durante entrevista no Rio e afirmou que Master se tornou banco durante governo Bolsonaro

Lula acusa Flávio de ligação com milicianos e cita Banco Master
Declarações ocorreram durante agenda de campanha de Lula no Rio de Janeiro Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, fez nesta sexta-feira (18) críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida presidencial, durante entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Lula afirmou que o candidato do PL tem ligação com milicianos e associou a trajetória do Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações ocorreram durante agenda de campanha de Lula no Rio de Janeiro, estado onde Flávio Bolsonaro mantém sua principal base eleitoral. A segurança pública e a relação entre política e organizações criminosas estão entre os temas centrais da disputa no estado.

Lula faz acusação contra Flávio

Durante a entrevista, Lula afirmou que existe um candidato à Presidência ligado a milicianos no Rio de Janeiro. Sem apresentar, na declaração reproduzida, detalhes específicos sobre a acusação, o presidente também fez referência a integrantes da família Bolsonaro.

Lula defendeu que a sociedade e as instituições atuem contra a influência de grupos criminosos na política e na segurança pública.

A afirmação faz parte da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro e foi apresentada pelo presidente como uma crítica ao adversário. Eventuais acusações sobre vínculos criminosos precisam ser analisadas à luz das investigações e decisões das autoridades competentes.

Presidente volta a citar caso Banco Master

Lula também mencionou o caso envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante a entrevista, afirmou que o Master teria se tornado banco durante o governo Jair Bolsonaro e destacou que Vorcaro foi preso durante seu governo.

O caso Banco Master envolve investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras e outros crimes. Documentos da investigação também levaram à abertura de apuração sobre Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a PF, o senador teria pedido recursos a Vorcaro para a produção da obra. Flávio nega irregularidades.

Investigação sobre Flávio envolve financiamento de filme

O nome de Flávio Bolsonaro passou a integrar diretamente uma investigação derivada da Operação Compliance Zero. Em setembro, o ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito para apurar a possível participação do senador em crimes relacionados ao financiamento de Dark Horse.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, mensagens analisadas no caso indicam pedidos de recursos feitos por Flávio a Vorcaro para a produção do filme. A PF apura, entre outras hipóteses, possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A existência da investigação não significa que o senador tenha sido condenado ou que as suspeitas tenham sido comprovadas.

O caso Master também provocou uma crise dentro do Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. O relator do caso no STF, André Mendonça, retirou o sigilo de parte dos procedimentos após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Disputa eleitoral no Rio

A entrevista ocorreu no mesmo dia em que Lula cumpre agenda de campanha no Rio de Janeiro. O estado é considerado estratégico para a disputa presidencial e concentra parte importante da base política de Flávio Bolsonaro.

A Super Rádio Tupi informou que a entrevista abordaria, além da segurança pública, temas como custo de vida, inflação dos alimentos, programas sociais e as acusações envolvendo o caso Master.

As declarações de Lula ocorrem em um momento de intensificação da disputa entre os dois candidatos e de exposição política das investigações relacionadas ao Banco Master.