O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato de campanha marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação também teve discursos em defesa do ministro André Mendonça e cobranças ao Senado para avançar sobre pedidos de impeachment de Moraes.
Último a discursar, Flávio iniciou a fala com gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes”. O senador afirmou que, se eleito, pretende indicar cinco ministros ao STF. “Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair”, declarou. O candidato também prometeu anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e disse que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado dele.
Na segurança pública, Flávio prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, estabelecer pena de oito anos para furto de celular e adotar castração química para estupradores. Também defendeu creches para permitir que mães trabalhem e uma saúde pública com padrão semelhante ao do Hospital Albert Einstein.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou tom mais moderado em relação ao STF. “Está na hora de o tribunal não se dividir para se defender, mas se unir para apurar”, afirmou, ao cobrar esclarecimentos sobre as mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Tarcísio, “banqueiro nenhum está acima da lei, magistrado nenhum”. O governador chamou Flávio de “herdeiro” do legado político de Jair Bolsonaro e pediu a eleição de senadores de direita.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) puxou coro contra Moraes e afirmou que não buscava vingança, mas Justiça. Em seguida, disse que o lugar do ministro seria “na cadeia”. Nikolas também anunciou um ato no Amapá para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar pedidos de impeachment contra Moraes.
O pastor Silas Malafaia chamou Moraes de “ditador da toga” e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que afaste o ministro. Apesar das críticas, defendeu a preservação da Corte. “Não queremos a Suprema Corte desmoralizada. Queremos instituições fortes e independentes”, afirmou.
Candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL-AL) associou Lula a Moraes e disse que os dois seriam “duas faces de uma mesma moeda”. A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, criticou a carga tributária e afirmou que “ninguém aguenta mais pagar imposto”.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também discursou e afirmou que “Supremo é o povo brasileiro”. A deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, defendeu André Mendonça e sua atuação nas investigações envolvendo o Banco Master. A abertura ficou a cargo da bispa Sônia Hernandes, que fez uma oração.
Também passaram pelo microfone o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; os candidatos ao Senado por São Paulo André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP); e o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado por Goiás. O ato contou ainda com outros aliados da direita.
A manifestação reuniu aproximadamente 28,5 mil pessoas no momento de pico, segundo levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. A contagem foi feita por meio de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial. O público ficou abaixo dos 42,2 mil registrados no ato de 7 de Setembro de 2025.
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