A Polícia Federal (PF) afirma que o ex-chefe de gabinete de Lula na Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu um quadro avaliado em 100 mil euros à lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeita de tráfico de influência em contratos de órgãos do governo federal com empresários representados por ela.
Em diálogos encontrados no celular da lobista, a PF diz ter encontrado uma suposta cobrança pela pintura. “E meu quadro?? Kkk”, escreveu Marcola para Roberta Luchsinger em dezembro de 2024. A lobista responde que a pintura seria entregue na semana seguinte e se refere à intermediação de negócios de um cliente com o Ministério da Saúde.
A PF afirma ainda que Roberta Luchsinger teria dito a Marcola que o quadro estaria no “carrossel do Louvre” e que estaria organizando sua documentação, referindo-se ainda ao valor da obra. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a PF não revelou se o quadro teria sido entregue e interpretou o diálogo como indício de recebimento de vantagens indevidas.
A defesa do ex-assessor do presidente negou que Marco Aurélio estivesse falando sério sobre o pedido e criticou a PF pelo vazamento parcial de informações.
“Importante esclarecer, entretanto, que nunca houve recebimento de obra de arte ou objetos de valor por parte de Marco Aurélio Santana Ribeiro. A própria referência à mensagem, sucedida de ‘kkk’, evidencia que não se trata de uma cobrança de fato. Marco Aurélio jamais recebeu o referido quadro ou qualquer outro”, disse o advogado Georges Abboud à CNN Brasil.
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