O partido Missão oficializou neste sábado (1º) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República nas eleições de 2026. Durante a convenção realizada em São Paulo, o empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) apresentou as principais diretrizes de sua campanha, fez críticas aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu uma agenda voltada para segurança pública, economia e reformas estruturais.
Em seu discurso, Renan afirmou que sua candidatura não representa uma alternativa de "terceira via", mas um projeto político independente. Segundo ele, o objetivo é construir uma plataforma própria, sem se definir apenas pela oposição aos atuais adversários na disputa presidencial.
O candidato também criticou o presidente Lula e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao atual cenário político. Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, Renan o classificou como um adversário político e declarou que buscará ampliar o espaço eleitoral do Missão durante a campanha.
Segurança pública é prioridade da campanha
A segurança pública foi o principal tema abordado durante a convenção. Renan Santos defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado e apresentou metas para reduzir os índices de violência no país.
Entre os compromissos anunciados estão a redução do número de homicídios para, no máximo, 10 mil por ano, a retirada de milhões de pessoas de áreas classificadas como favelas, a transformação dessas comunidades em bairros urbanizados e a ampliação dos investimentos em educação, com foco na alfabetização infantil.
Durante o evento, o candidato também fez declarações defendendo medidas rigorosas contra a criminalidade, incluindo afirmações sobre a punição de criminosos, tema que ocupou parte significativa de seu discurso.
Propostas incluem economia, defesa e tecnologia
Além da segurança, Renan Santos apresentou propostas voltadas para a área econômica. Entre elas estão a redução da taxa básica de juros para menos de 6%, a obtenção de superávit nominal nas contas públicas e um amplo ajuste fiscal.
Na área de defesa, o presidenciável defendeu a retomada de um programa espacial brasileiro e afirmou que pretende ampliar a capacidade tecnológica e militar do país, incluindo investimentos na indústria nacional de defesa e no aproveitamento de minerais estratégicos.
Segundo o candidato, essas iniciativas fazem parte de um projeto para ampliar a presença do Brasil no cenário internacional.
Missão lança programa de governo
Durante a convenção, o partido também apresentou o chamado "Livro Amarelo", documento que reúne propostas para diferentes áreas da administração pública.
A publicação foi apresentada por dirigentes da legenda como a base do programa de governo do Missão e está dividida em três volumes, com propostas relacionadas à segurança pública, economia, saúde, educação, meio ambiente, competitividade e gestão fiscal.
O deputado federal Kim Kataguiri, um dos fundadores do MBL, também anunciou a criação do Instituto Livro Amarelo, iniciativa voltada à elaboração e disseminação das propostas defendidas pela legenda.
Convenção reúne candidatos estaduais
Além da candidatura presidencial, o Missão apresentou seus candidatos aos governos de nove estados durante o evento. Os representantes estaduais discursaram ao longo da convenção e defenderam as principais diretrizes do partido para as eleições de 2026.
Renan Santos terá como candidato a vice-presidente o militar da reserva Aroldo Medina. Em sua fala, Medina reforçou que a segurança pública será uma das prioridades da campanha.
Fundado por integrantes do MBL, o Missão disputa pela primeira vez uma eleição presidencial. A legenda obteve registro na Justiça Eleitoral no fim de 2025 e ainda não anunciou alianças com outros partidos para a corrida ao Palácio do Planalto.
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