Após nova tarifa dos EUA, Alckmin diz que Brasil busca outros mercados

Geraldo Alckmin afirma que negociação com os EUA será "permanente", mas que o Brasil procura abrir mercados para exportação

Por Petrônio Viana

Alckmin disse considerar tarifa dos EUA "injusta e descabida"

Depois da imposição da segunda tarifa sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o país busca a abertura de novos mercados para enfrentar os prejuízos causados pela taxação.

Para Alckmin, a tarifa de 12,5% aplicada pelos EUA sobre nações que supostamente falharam em combater a importação de produtos fabricados mediante trabalho forçado é “injusta e descabida”.

Segundo o vice-presidente, a abertura de novos mercados está entre os mecanismos adotados pelo governo brasileiro para minimizar os efeitos do tarifaço. A primeira medida foi a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas de setores atingidos pela taxação. “A outra é buscar novos mercados. O Brasil está ampliando para novos mercados”, disse Alckmin.

As declarações foram feitas durante visita às instalações da Avibras, em Jacareí (SP), nesta sexta-feira (24), data em que a taxa de 12,5% entrou em vigor. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, a orientação do presidente Lula é de que as negociações com os EUA para a revogação das tarifas continuem.

“O que o presidente Lula tem destacado? Primeiro, não sair da mesa de negociação. O que depender de nós é continuar na mesa de negociação, explicitar que é injusto e descabido. Junto aos Estados Unidos, permanentemente aberto à negociação”, afirmou.