Política

PT aciona TSE contra Flávio por ataques a Lula com IA em perfis anônimos

Representação apresentada pelo PT ao TSE acusa Flávio Bolsonaro de amplificar rede de perfis apócrifos para disseminar ataque contra Lula com uso de IA

PT aciona TSE contra Flávio por ataques a Lula com IA em perfis anônimos
PT afirma que ataques a Lula com uso de IA são promovidos pela campanha de Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

O PT deu entrada em um representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para responsabilizar Flávio Bolsonaro (PL) pela amplificação de perfis anônimos para promover ataques ao presidente Lula (PT) com uso de inteligência artificial.

De acordo com a representação, a campanha de Flávio Bolsonaro utiliza uma rede de perfis apócrifos integrada por um primo, Léo Índio, com o apoio dos deputados Mário Frias, Gustavo Gayer e Gilvan da Federal, todos do PL, e do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho, do Novo.

O documento, assinado pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, pede a responsabilização e aplicação de multas individuais para cada um dos supostos envolvidos. A representação afirma que a rede envolve 31 perfis em publicações colaborativas, que somam 1,4 milhão de seguidores.

A federação identificou ainda um conjunto de 23.828 publicações feitas pela rede e pediu a remoção de 67 delas, feitas em collab e analisadas individualmente. A ação será relatada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques. 

“A gravidade dessa arquitetura para a integridade do processo eleitoral não decorre de um post isolado, mas do efeito cumulativo da coordenação: o volume de publicações e a multiplicação de alcance entre perfis coligados fazem com que narrativas ofensivas se repitam, sob formatos levemente variados, até se impregnarem no imaginário coletivo", observa a federação.

Os partidos argumentam que as publicações feitas pela rede de perfis apócrifos buscam provocar a “percepção de rejeição generalizada ao pré-candidato [Lula] que não corresponde a um fenômeno espontâneo do debate público, mas a uma operação deliberadamente construída para dominar uma fatia da atenção e da audiência disponíveis nas redes sociais”.