Após a confirmação do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, oficializado pelo governo dos Estados Unidos, o vice-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, voltou a chamar o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, de “traidor da Pátria” e afirmou que o senador será “varrido do cenário político nacional” junto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Em suas redes sociais, o deputado argumentou que o presidente dos EUA, Donald Trump, busca interferir nas eleições presidenciais brasileiras com a aplicação da tarifa.
“Esse tarifaço de hoje é uma tentativa do Trump de interferir nas eleições deste ano no Brasil. Mas o tiro vai sair pela culatra. Se tem uma coisa que o povo brasileiro abomina é traidor da Pátria. O povo vai responder a esses ataques contra o nosso país e a nossa economia. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro serão varridos do cenário político nacional”, disse Lindbergh, na publicação.
“Flávio e Eduardo Bolsonaro são traidores da pátria. No último dia 7 de Setembro, no Dia da Independência no Brasil, eles foram para as ruas com a sua turma bolsonarista carregando a bandeira dos Estados Unidos. Agora eles se aliam à extrema-direita norte-americana, ao Trump, para prejudicar a nossa economia com essas tarifas, mas para interferir também do processo eleitoral brasileiro”, afirmou Lindbergh.
Na postagem, o vice-líder do PT criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por atribuir a aplicação da tarifa à política econômica do presidente Lula. Lindbergh ainda comparou Flávio Bolsonaro ao embaixador do Brasil nos EUA no período da ditadura militar, Juracy Magalhães, para classificar o senador como “capacho” da Casa Branca.
“O Lula reagiu com força ao discurso do Marco Rubio. O chanceler Mauro Vieira disse que as declarações do Rubio são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiro. Marco Rubio, ontem, disse que as políticas econômicas do Lula são ruins para os Estados Unidos e para o Brasil. Olha, na época da ditadura militar, nós tivemos o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Juracy Magalhães, que era dessa turma, servil e capacho como o Flávio Bolsonaro, que dizia: ‘O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil’”, disse o deputado.
“E o pior é que Flávio Bolsonaro se apresenta claramente como gestor de uma colônia, de cabeça baixa. Ele esteve em março nos Estados Unidos, participando do CPAC, um evento conservador, e lá prometeu entregar terras raras, as nossas riquezas, o nosso petróleo, aos Estados Unidos. Essa turma não tem vergonha. Eles comemoraram abertamente o primeiro tarifaço. Mas o Brasil não perdoa traidores”, afirmou o vice-líder do PT na Câmara.
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