Fachin nega suspeição de Nunes Marques em ação sobre CPI do Master

Pedido apresentado por quatro senadores apontou "relação estreita" entre Nunes Marques e Ciro Nogueira; Fachin alega fim de prazo regulamentar

Por Petrônio Viana

Senadores apontam relação entre Nunes Marques e Ciro Nogueira, investigado no Caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar o mandado de segurança que cobra a instalação da CPI do Master no Congresso.

Na petição, os senadores Eduardo Girão (Novo), Alessandro Vieira (MDB), Marcos Pontes (PL) e Plínio Valério (PSDB) alegavam que Nunes Marques teria “estreita relação” com o senador Ciro Nogueira (PP), investigado na operação Compliance Zero, que apura as fraudes financeiras cometidas pelo Banco Master.

Nogueira é apontado pela Polícia Federal (PF) como beneficiário de uma “mesada” de R$ 500 mil paga pelo ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro. Citado pelo banqueiro como “irmão de vida”, o senador também esteve em viagens, jantares e eventos custeados por Vorcaro e supostamente morava em um apartamento de propriedade do empresário.

Para os senadores que protocolaram o pedido, o elo com Ciro Nogueira justificaria a suspeição de Nunes Marques. O grupo critica ainda a demora do ministro em julgar o que consideram um assunto urgente.

De acordo com a decisão de Fachin, o pedido de suspeição foi apresentado fora do prazo regulamentar. O regimento interno do STF estabelece um período de 5 dias a partir da distribuição de um caso para que seja solicitada a substituição do relator.