A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público contra 7 ex-assessores de Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara Municipal do Rio por envolvimento em um suposto esquema de “rachadinha”. Com isso, o ex-chefe de gabinete e seis ex-servidores do gabinete do ex-vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina se tornaram réus pelos crimes de organização criminosa e peculato.
Na decisão que acolheu a denúncia do MP, o juiz da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, Marcello Rubioli, afirmou que “a justa causa para o recebimento da denúncia restou amplamente comprovada" e que as investigações apontaram a existência do esquema.
Carlos Bolsonaro não foi indiciado pelos crimes. Seu ex-chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, nomeado em 2001, assumiu o papel de “líder e mentor da organização”. Apontado como “amigo da família Bolsonaro”, Fernandes foi responsável pela nomeação dos outros envolvidos.
“Cada um dos assessores, após receber seus salários, realizava transferências e saques em benefício de Jorge”, afirmou o magistrado.
De acordo com Ministério Público, o esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos Bolsonaro funcionou de 2005, no primeiro mandato do ex-vereador, até 2021. A denúncia afirma que, no total, os seis servidores denunciados repassaram R$ 1,9 milhão a Fernandes nesse período.
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