Candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos usou um caso de latrocínio ocorrido em Capão Redondo (SP) para defender que as forças de segurança “possam matar” criminosos acusados de assassinato. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL) também afirmou esperar que esses bandidos “passem o resto das vidas na cadeia”, caso se entreguem depois do crime.
Em vídeo divulgado por sua equipe de campanha, Renan Santos comentou o assassinato de Gabriel Souxa Bueno, 25 anos, na quarta-feira (27), em Capão Redondo. O publicitário foi assaltado ao lado da esposa após sair de um trabalho voluntário na localidade. Ele entregou o celular ao assaltante, mas foi morto com um tiro nas costas depois que o suspeito percebeu não se tratar de um iPhone.
De acordo com o pré-candidato, o assassino de Gabriel “provavelmente pertence a uma facção criminosa”. “Eu não quero que outros Gabriéis morram. E pra isso, muito provavelmente, o Estado brasileiro terá que matar, e eu estou sendo muito claro, matar membros do crime organizado. Não é salvação com uma pessoa que executa outra apenas pelo modelo do celular. Não há redenção”, disse Renan Santos.
“Eu não quero, e nem você quer, em nenhuma medida, recuperar esse rapaz. Eu não quero que ele saia um dia da cadeia e arrume um emprego. O Gabriel não vai poder arrumar um emprego. Talvez a mãe do Gabriel não vá conseguir voltar a trabalhar pelo trauma. Eu não quero que a mãe do assaltante fique feliz. Eu não desejo nada de bom para o assaltante”, afirmou.
"Assaltante tem que morrer"
Renan Santos também defendeu o uso da força pelas polícias e que os criminosos, caso sejam presos, “passem o resto da vida” na cadeia sem benefícios como a progressão de regime, visitas íntimas ou familiares, estudo ou saídas temporárias em datas comemorativas.
“Eu acho que o assaltante tem que morrer. E eu acho que a polícia brasileira tem que ter todos os meios possíveis pra pegar bandidos, figuras más, figuras que cometem latrocínio, e eu quero que ela possa matá-los. E se, porventura, ela não consiga matar porque eles se entregaram como ratos, que eles passem o resto das suas vidas na cadeia. E eu quero que essa cadeia não seja legal”, sustentou Renan Santos.
“Eu não quero ensinar nada pra esse rapaz na cadeia. Eu não quero que ele leia livros. Eu não quero que ele tenha uma cama. Eu não quero que ele coma bem. Eu não quero que ele tenha visita íntima. Eu não quero que ele possa abraçar a mãe dele. Eu não quero que ele tenha saidinha. Eu não quero que ele progrida de pena”, disse.
“Eu quero que ele se lembre todos os dias do Gabriel. Eu quero que ele se lembre todos os dias da mãe do Gabriel. Até que um dia ele fique muito velho e, diante de uma vida completamente destruída, ele se ajoelhe, se arrependa e saiba que ele foi um grande fracasso. Se alguém for perdoar ele, que não seja sequer a mãe do Gabriel, muito menos o Estado brasileiro. Será apenas Deus. E quem vai construir essa relação será esse bandido, sempre dentro da cadeia, sempre vivendo mal, sempre comendo mal. Eu não desejo mais nada para ele”, afirmou o pré-candidato.
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