Esta eleição pode — e precisa — marcar o fim de um período na política brasileira. O Brasil precisa mudar e Minas especialmente. Há uma total carência de lideranças políticas no país — repito em Minas em especial — e os que estão por aí dizendo que são líderes são apenas fruto das redes sociais e em alguns casos, do radicalismo que tomou conta de nossa vida política. Nem mesmo Lula que um dia pousou de líder pode mais ser visto assim. É apenas o que sobrou de um tempo de disputas políticas que buscavam tirar o país das mãos dos militares e construir a democracia. Hoje lidera por ser o único remanescente de uma luta política real. Hoje não temos mais esta situação. Agora, para sustentar a radicalização entre grupos, falam em disputa da direita contra a esquerda. Mas o que é direita, o que é esquerda no país?
Vamos ampliar o campo de visão. O que é direita e esquerda num mundo dominado pelos interesses econômicos e radicalismos por conveniência. Em Minas, um estado que diziam politizado, vive-se um período de perplexidade política. A uma semana do início do prazo para a realização das convenções, a maioria dos partidos ainda não sabem se terão candidatos ou, mais grave, se farão e com quem farão alianças para as disputas estadual e nacional. Os ditos principais candidatos à presidência da República — um da dita direita, outro da dita esquerda — não conseguiram ainda estabelecer seus palanques no estado por não existirem candidaturas viáveis em seus partidos. E por dificuldades em articular apoios de outros partidos num ambiente mais parecido com um mercado de negócios do que de identidade de propostas políticas. E estamos a menos de três meses da disputa nas urnas e a uma semana do início das convenções, quando candidaturas e coligações precisam estar definidas.
O quadro atual, lamentavelmente, nos sinaliza dificuldades para os eleitos e de negociatas futuras. O eleitor precisa se conscientizar de que cabe a ele mudar esta situação. Cabe a ele ter consciência nas urnas e não se deixar influenciar por redes sociais e não usar seu voto para homenagear atores, cantores, locutores, influencers e outras figuras populares. Voto é coisa séria. Ele pode mudar sua vida.
Menu