Sul

MPPR denuncia suspeitos de realizar fraudes interestaduais

A organização criminosa montou uma central telefônica falsa em Ponta Grossa

MPPR denuncia suspeitos de realizar fraudes interestaduais
A partir do Paraná, criminosos fizeram 11 vítimas em outros sete estados Crédito: Henry Milleo/Prefeitura de Ponta Grossa

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou à Justiça acusação contra 15 pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa que atuava em diferentes estados do país.

O grupo é investigado por fraudes eletrônicas contra clientes de instituições financeiras e pela prática de lavagem de dinheiro. A acusação foi recebida pela Justiça.

A apuração foi conduzida pelo Núcleo de Ponta Grossa (PR) do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dentro da Operação A Rede.

A apuração apontou que a estrutura era usada para alcançar pessoas fora do Paraná. O esquema combinava contato telefônico e recursos digitais para obter os dados necessários às transferências.

De acordo com o MPPR, os suspeitos mantinham uma central telefônica falsa em Ponta Grossa e usavam o espaço para entrar em contato com correntistas. Também eram utilizadas páginas falsas na internet e links maliciosos.

Por esses meios, os envolvidos buscavam obter informações bancárias e acessar contas sem autorização.

Os valores retirados eram depois movimentados para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro, segundo o Gaeco.

A investigação identificou, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, pelo menos 11 vítimas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas.

O prejuízo registrado no período supera R$ 1,4 milhão.

A acusação atribui aos 15 envolvidos os crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Para os suspeitos apontados como líderes, as penas máximas previstas para os crimes podem ultrapassar 12 anos de prisão.

O MPPR pediu ainda que a Justiça estabeleça um valor mínimo para reparar os danos causados às vítimas.

O Judiciário determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias dos acusados para preservar recursos destinados ao ressarcimento e a um possível perdimento de bens. Quatro dos investigados permanecem presos preventivamente.

Um dos envolvidos, que é apontado como o líder do grupo, está foragido.

A ação penal seguirá na Justiça, que deverá analisar as acusações e as provas reunidas durante a apuração.