A Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) concluiu a primeira fase da força-tarefa realizada em Rio Bonito do Iguaçu após o tornado que atingiu o município em 7 de novembro de 2025.
Desde o início da atuação, a instituição realizou cerca de 5 mil atendimentos à população afetada. A etapa presencial foi encerrada na última quarta-feira (29), mas o acompanhamento continuará por meio de atendimentos realizados online e da articulação com serviços parceiros.
O tornado destruiu cerca de 90% da cidade, deixou aproximadamente 500 pessoas desalojadas e outras 16 desabrigadas. Diante dos danos, a prefeitura e o Governo do Paraná decretaram estado de calamidade pública. Dois dias após o desastre, equipes da DPE-PR de Curitiba, Guarapuava, Cascavel e outras cidades chegaram ao município para prestar atendimento jurídico, psicológico e social.
As primeiras ações foram voltadas às demandas emergenciais em abrigos, postos de saúde e assentamentos.
Entre as prioridades da ação estavam o acesso a benefícios, programas de reconstrução, assistência social, emissão de documentos e orientação jurídica para as famílias atingidas.
Um dos principais trabalhos foi a regularização da documentação civil. Por meio do sistema CRC-JUD, moradores conseguiram reemitir certidões de nascimento e casamento perdidas durante o tornado. A recuperação desses documentos permitiu o cadastramento em programas oficiais de auxílio financeiro e facilitou o acesso a outros serviços públicos.
Segundo a DPE-PR, o sistema institucional registrou milhares de procedimentos em áreas como direito do consumidor, renegociação de dívidas, saúde e cadastramento social. A instituição informou, porém, que o número não representa toda a atuação realizada, já que a falta de internet e o grande volume de atendimentos presenciais impediram o registro imediato de todos os casos nos primeiros dias da força-tarefa.
Além do atendimento individual, a Defensoria expediu recomendações para garantir a continuidade do Cadastro Único (CadÚnico), articulou ações com o Ministério Público do Estado do Paraná para a destinação de entulhos e acompanhou medidas para evitar preços abusivos no comércio local durante o período de calamidade.
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