Assédio eleitoral

SP concentra 41% das denúncias de assédio eleitoral no Brasil

Estado registrou 123 relatos nas primeiras 24 horas do canal do Ministério do Trabalho; plataforma recebeu 298 denúncias em todo o país

SP concentra 41% das denúncias de assédio eleitoral no Brasil
Um canal foi lançado pelo Ministério do Trabalho na quarta-feira (28/10), após o aumento de relatos de assédio eleitoral no ambiente profissional Crédito: Douglas Ferreira/REDE CÂMARA SP

O estado de São Paulo registrou 123 denúncias de assédio eleitoral nas primeiras 24 horas de funcionamento do canal exclusivo criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para receber relatos desse tipo de prática. O número representa 41% das 298 manifestações recebidas em todo o país no primeiro dia da plataforma.

O Rio de Janeiro aparece na segunda posição, com 28 denúncias, seguido por Minas Gerais, que contabilizou 25. Ao todo, a Região Sudeste concentrou 178 registros, quase 60% do total nacional.

O canal foi lançado pelo Ministério do Trabalho na quarta-feira (28/10), após o aumento de relatos de assédio eleitoral no ambiente profissional depois do segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com dados da Auditoria-Fiscal do Trabalho, as denúncias em São Paulo foram registradas em 45 municípios diferentes. A capital paulista lidera a lista, com 25 ocorrências. Na sequência aparecem Campinas, com 13; São José dos Campos, com 10; Valinhos, com sete; e Santos, com cinco.

Quem pode denunciar assédio eleitoral

Trabalhadores que tenham sofrido ou presenciado discriminação no ambiente de trabalho por causa do voto ou do posicionamento político podem registrar uma denúncia no canal disponibilizado pelo Ministério do Trabalho.

As manifestações serão analisadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, que dará prioridade ao tratamento dos casos em todo o país.

Entre as situações que podem ser denunciadas estão demissões motivadas pela escolha eleitoral ou pela posição política do trabalhador, ameaças de desligamento e outras represálias relacionadas ao voto.

Também podem ser relatados casos de pressão ou constrangimento para que funcionários votem em determinado candidato, além de outras formas de discriminação e assédio eleitoral no ambiente profissional.