O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, nesta quarta-feira (21), de um ato de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante o encontro, realizado a quatro dias do segundo turno das eleições, Flávio fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em discurso dirigido a Tarcísio, Flávio afirmou que Lula teria dividido o comando do país com Moraes. “O Brasil, na verdade, está sem presidente, até porque o Lula teve que compartilhar sua presidência com o Alexandre de Moraes”, declarou.
O candidato também questionou a atuação do magistrado nas eleições de 2022. “Se não fosse o Alexandre de Moraes, Lula, você não estava sentado nessa cadeira”, afirmou. A declaração representa uma acusação política de Flávio, sem apresentação de provas de interferência do ministro no resultado eleitoral.
Flávio ainda criticou as indicações feitas por Lula ao Supremo. Segundo o candidato, o presidente teria descumprido compromissos assumidos durante a campanha anterior. “Vocês lembram que nos debates ele falava que não ia colocar amigos dele no Supremo? Colocou os amigos dele no Supremo”, disse.
O presidenciável prometeu adotar critérios diferentes em eventuais nomeações. "A gente não vai deixar ele colocar mais quatro Alexandres de Moraes lá não, porque a gente vai colocar lá pessoas corretas, homens e mulheres, que respeitam a Constituição" - disse
Outro tema abordado foi a segurança pública. Flávio relatou que policiais retiraram pessoas do evento que, segundo ele, estariam infiltradas. O candidato agradeceu à atuação das forças de segurança por evitarem possíveis transtornos.
Durante a agenda, Flávio também respondeu ao desafio de Lula sobre a divulgação de sigilos. Segundo sua assessoria, uma petição foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manifestando concordância com o acesso a informações dos últimos 20 anos, incluindo dados de empresas e familiares.
O candidato cobrou que Lula adote medida semelhante. A apresentação da petição, por si só, não representa a efetiva quebra dos sigilos.
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