O Governo de São Paulo reconheceu oficialmente a delimitação geográfica do Café da Cuesta Paulista, produzido em 18 municípios do interior do estado. A medida foi publicada nesta terça-feira (20), no Diário Oficial, por meio da Resolução nº 70/2026 da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e representa uma etapa para a obtenção do registro de Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A resolução aprova a nota técnica que estabelece os limites territoriais da produção e reconhece a relação entre as características do café e as condições naturais e humanas da região. O pedido foi apresentado pelo Sindicato Rural de Pardinho, responsável por representar os produtores no processo.
A área delimitada abrange Avaré, Bocaina, Bofete, Botucatu, Brotas, Cerqueira César, Dois Córregos, Dourado, Itatinga, Itirapina, Jaú, Mineiros do Tietê, Pardinho, Pratânia, Ribeirão Bonito, São Manuel, São Pedro e Torrinha.
Segundo o documento, a produção cafeeira na região começou na década de 1860, em Botucatu. O território apresenta características como altitudes entre 800 e 1.007 metros, clima ameno e condições de solo que favorecem o cultivo de cafés especiais.
A análise de 212 laudos de concursos regionais, referentes a sete safras, identificou pontuação média de 83,1 na escala da Specialty Coffee Association (SCA). Entre os registros detalhados, 97,8% foram classificados como cafés especiais.
O produto contemplado é o café da espécie Coffea arabica, comercializado cru, torrado em grãos ou torrado e moído.
A proposta prevê mecanismos de rastreabilidade, auditorias e controle de qualidade. O reconhecimento definitivo da Denominação de Origem ainda depende de aprovação do INPI. O registro poderá contribuir para a valorização comercial e identificação da procedência do café paulista.
Menu