SEGURANÇA PÚBLICA

PM cria batalhão com 250 policiais para combater roubos e furtos em São Paulo

BRAvO terá 150 motocicletas e usará dados criminais para direcionar equipes a diferentes áreas da capital paulista

PM cria batalhão com 250 policiais para combater roubos e furtos em São Paulo
Novo batalhão da Polícia Militar começa a operar com 250 policiais e 150 motocicletas, com atuação definida por indicadores criminais Crédito: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo

A Polícia Militar de São Paulo iniciou nesta terça-feira (22) a operação de um novo batalhão voltado ao patrulhamento de áreas da capital com maior concentração de roubos e furtos. Batizado de Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO), o grupo começa a atuar com 250 policiais militares e 150 motocicletas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a distribuição das equipes será definida a partir de registros criminais, mapas de calor e informações reunidas pelo Muralha Paulista. A proposta é deslocar o efetivo conforme alterações identificadas na incidência de crimes em diferentes regiões da cidade.

O modelo permite, por exemplo, concentrar policiais em uma área que apresente aumento de roubos ou furtos em determinado período. Rotas e horários das operações não serão divulgados previamente.

As motocicletas serão utilizadas principalmente para facilitar o deslocamento das equipes em corredores congestionados e em locais nos quais carros e outros veículos policiais encontram maior dificuldade de circulação.

O batalhão poderá atuar em patrulhamento ostensivo, abordagens, bloqueios, fiscalizações e operações definidas pelo planejamento da Polícia Militar. A composição das equipes também poderá variar conforme o tipo de ocorrência.

Parte das motocicletas poderá transportar dois policiais. De acordo com a PM, agentes habilitados também poderão utilizar armamento longo, seguindo os protocolos da corporação.

Todos os policiais que estiverem em serviço pelo BRAvO deverão utilizar câmeras operacionais portáteis durante as operações.

A SSP afirma que a definição dos locais de atuação terá como base a inteligência criminal. Os dados serão utilizados para identificar mudanças nas chamadas manchas criminais e direcionar as equipes para os pontos escolhidos pelo comando.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a combinação entre informações sobre ocorrências e a mobilidade das motocicletas permitirá alterar a distribuição dos policiais de acordo com o cenário identificado em cada região.

O secretário-executivo da SSP, coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou que a inteligência será responsável por indicar os locais para os quais as equipes deverão ser deslocadas. A estratégia prevê que o efetivo não permaneça necessariamente concentrado nas mesmas áreas.

A primeira mobilização ocorreu nesta terça-feira, com a formação das equipes em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista. Após a apresentação, os policiais começaram o emprego operacional na capital.

De acordo com o chefe da Coordenadoria Operacional da PM, coronel Alexandre Vilariço, as próximas operações serão planejadas a partir dos indicadores criminais e das necessidades identificadas pela corporação.

O lançamento ocorre em meio à utilização crescente de dados pela segurança pública paulista para direcionar o policiamento. O Muralha Paulista reúne informações de diferentes sistemas e é uma das ferramentas que serão utilizadas pelo novo batalhão para definir os pontos de atuação.

Por ter iniciado as atividades nesta terça-feira, ainda não há dados que permitam avaliar o impacto do BRAvO sobre os índices de roubos e furtos na capital.