O governo de São Paulo planeja leiloar prédios históricos localizados no Centro da capital e atualmente ocupados por órgãos estaduais ou sem uso. Entre os imóveis estão o antigo Hotel Esplanada, o Cine Marrocos e o edifício do antigo Banco de São Paulo. Os primeiros leilões estão previstos para 2027.
A proposta ainda está em elaboração e prevê que a venda tenha regras sobre a destinação dos edifícios. Os contratos deverão estabelecer exigências para preservar os imóveis tombados e permitir novos usos, como hotelaria, moradia, cultura e entretenimento. Projetos de retrofit, que modernizam a estrutura mantendo características arquitetônicas, também são estudados.
Um dos imóveis incluídos no plano é o Hotel Esplanada, na Praça Ramos de Azevedo, atrás do Theatro Municipal. Inaugurado em 1923, o prédio foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, responsável também pelo Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Adquirido pelo Estado em 2012, atualmente abriga as secretarias de Agricultura e Turismo, com 621 funcionários. A intenção é que volte a ter uso hoteleiro.
O Cine Marrocos, inaugurado em 1951 e sem funcionamento regular desde os anos 1990, também está no pacote. O projeto em análise prevê recuperar a antiga sala, com capacidade para aproximadamente 2 mil pessoas, para receber espetáculos. A torre de 12 andares poderá ser destinada à habitação.
Os estudos estão relacionados à construção do novo Centro Administrativo do Estado nos Campos Elíseos. O complexo deverá concentrar aproximadamente 22 mil servidores que hoje trabalham em dezenas de imóveis espalhados pela capital. As obras estão estimadas em R$ 6,1 bilhões, com entrega prevista para 2030.
Segundo o secretário especial de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, a arrecadação com os primeiros leilões poderá ajudar a pagar parte das desapropriações necessárias para o novo centro administrativo. Esses gastos são estimados em R$ 600 milhões. O modelo das vendas ainda será definido pelo governo.
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