RODOVIAS ESTADUAIS

Plano de Contratações do DER para 2026 prevê R$ 18,9 bilhões em gastos

Recursos serão usados em conservação, obras e serviços em rodovias de SP em 2026

Plano de Contratações do DER para 2026 prevê R$ 18,9 bilhões em gastos
Obra com valor mais alto é a recuperação de viaduto de passagem superior em Colômbia/SP, com valor de R$ 856,7 mil Crédito: Google Maps

O Plano de Contratações Anual (PCA) do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) prevê R$ 18,92 bilhões em contratações para 2026. O documento reúne as compras, obras e serviços que o órgão pretende contratar ao longo do ano e funciona como instrumento de planejamento para organizar demandas, estimar valores e programar os processos de contratação no decorrer do ano. O documento referente a 2027 ainda não foi publicado.

Ao todo, são 2.214 itens distribuídos entre 15 unidades executoras, incluindo a sede do DER-SP e diretorias regionais. A maior parte dos recursos está concentrada na contratação de serviços: R$ 18,04 bilhões, ou 95,35% do total, distribuídos em 1.454 itens. A categoria inclui serviços de conservação, manutenção e engenharia rodoviária.

Obras e serviços de engenharia somam R$ 818,99 milhões, em 72 itens, equivalentes a 4,33% do planejamento. O PCA também prevê R$ 39,5 milhões para a compra de materiais, em 673 itens, e R$ 20,62 milhões para 15 soluções de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

A sede do DER concentra R$ 11,04 bilhões, ou 58,34% de todo o valor planejado, em 663 itens. Entre as maiores contratações está a conservação de rotina de 30 lotes, estimada em R$ 4,71 bilhões. O serviço envolve a manutenção contínua da malha rodoviária e representa a maior previsão individual do planejamento.

Também estão previstos R$ 719,52 milhões para a elaboração de projetos executivos destinados à construção de 175 obras de arte e trechos rodoviários. No setor, obras de arte são estruturas que permitem a passagem da rodovia sobre ou sob obstáculos, como rios, vales, ferrovias e outras vias. Entre os exemplos estão pontes, viadutos e passagens em diferentes níveis.

Entre as diretorias regionais, a DR-02, em Itapetininga, aparece com o segundo maior volume de recursos, com R$ 1,71 bilhão, equivalente a 9,02% do total, distribuído em 445 itens. A DR-01, em Campinas, tem previsão de R$ 1,59 bilhão, ou 8,41%, em 190 itens. Entre as maiores contratações da unidade está a previsão de R$ 350 milhões para serviços de Engenharia Geral.

A DR-11, em Araçatuba, conta com R$ 933,1 milhões previstos em 67 itens, correspondentes a 4,93% do planejamento. Já a DR-14, em Barretos, tem R$ 884,32 milhões em 55 itens, ou 4,67% do total.

Uma das maiores contratações individuais está na região de Barretos. O DER prevê R$ 856,75 milhões para a recuperação de um viaduto de passagem superior em Colômbia, município localizado no norte do Estado. O valor coloca a intervenção entre os projetos de maior porte previstos para 2026.

Na região de Presidente Prudente, a DR-12 prevê R$ 394,5 milhões para a duplicação da Rodovia Júlio Budiski (SP-501), em um trecho de 26,3 quilômetros, entre o km 0 e o km 26,3. A intervenção está entre as maiores obras rodoviárias individuais listadas no PCA.

A distribuição dos recursos mostra a concentração do planejamento na conservação da malha rodoviária. Dos R$ 18,92 bilhões previstos, R$ 18,04 bilhões correspondem a serviços. Além da manutenção das estradas, estão incluídos serviços de engenharia e outras atividades necessárias para a operação da rede rodoviária sob responsabilidade do departamento.

Os valores apresentados no PCA são estimativas e não significam que todos os contratos serão necessariamente assinados pelos montantes indicados. A efetivação depende da abertura e conclusão dos processos administrativos, da disponibilidade orçamentária e das demais etapas previstas para cada contratação.

O Plano de Contratações Anual é uma ferramenta de planejamento prevista na legislação de licitações e contratos públicos. Na prática, permite que o órgão reúna previamente suas necessidades e indique o que pretende contratar durante determinado exercício, com estimativas de quantidade, objeto e valor. O instrumento ajuda a organizar as compras públicas e dá previsibilidade às demandas de cada órgão.