GREVE NO METRÔ

Tarcísio critica greve da CPTM enquanto ferroviários avaliam fim da paralisação

Governador acusa uso político do movimento e defende concessões; categoria realiza assembleia nesta terça para decidir os rumos da greve nas linhas 11, 12 e 13.

Tarcísio critica greve da CPTM enquanto ferroviários avaliam fim da paralisação
A greve atingiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. O Expresso Aeroporto ficou paralisado Crédito: Divulgação/Diario dos Trilhos

A greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afetou cerca de 1 milhão de passageiros na Grande São Paulo nesta terça-feira (4) e levou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a fazer duras críticas ao movimento. Em publicação nas redes sociais, o governador classificou a paralisação como uma “instrumentalização política” e afirmou que o governo não será intimidado pela mobilização dos trabalhadores.

Segundo Tarcísio, a concessão das linhas para a iniciativa privada tem como objetivo melhorar a qualidade do serviço, ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura ferroviária. O governador citou a aquisição de novos trens, melhorias em estações, correções em sistemas de energia e a expansão da malha ferroviária como benefícios previstos no processo de concessão. Também afirmou que o governo apresentou garantias relacionadas aos empregos dos trabalhadores e manteve negociações com a categoria.

A paralisação começou à meia-noite de terça-feira(4). A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto permaneceram totalmente paralisados ao longo do dia. Já as linhas 11-Coral e 12-Safira operaram parcialmente, com circulação reduzida de trens entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, e entre Brás e Engenheiro Goulart. As demais linhas da CPTM e da rede concedida, além do Metrô, seguiram funcionando normalmente, com reforço operacional para absorver parte da demanda.

O governo estadual informou que o efetivo em operação durante o horário de pico ficou abaixo do mínimo de 80% determinado pela Justiça do Trabalho. De acordo com a CPTM, a presença de funcionários chegou a 67% nas três linhas afetadas. A gestão estadual também destacou que manteve aberto o canal de negociação com os representantes dos trabalhadores.

Do lado dos ferroviários, a principal reivindicação é a garantia formal de emprego para cerca de 4.700 trabalhadores da CPTM que podem ser impactados pelo processo de reestruturação da companhia após a concessão das linhas. O sindicato também defende a reestatização definitiva dos ramais e a aprovação de propostas voltadas à absorção dos empregados por órgãos públicos estaduais.

A GREVE VAI CONTINUAR?

O Sindicato dos Ferroviários  convocou uma nova assembleia para as 17h desta terça-feira(4), quando a categoria irá deliberar sobre os próximos passos do movimento. A convocação ocorre após uma reunião entre representantes do sindicato e da CPTM realizada ao longo do dia, em busca de um acordo que permita a retomada integral da circulação dos trens.