As tarifas de pedágio nas rodovias concedidas do estado de São Paulo terão reajuste geral de 4,72% a partir de 1º de julho de 2026, conforme homologação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) publicada no Diário Oficial de sexta-feira (26). O aumento atinge a maior parte das concessões e é baseado na variação do IPCA entre junho de 2025 e maio de 2026.
O reajuste será aplicado às concessionárias da primeira e segunda fases do Programa Estadual de Concessões, além das empresas Autoban, Intervias, Rota das Bandeiras, Rodovias das Colinas, CART, ViaRondon, SPVias, Rodovias do Tietê, Ecovias dos Imigrantes, Ecovias do Leste Paulista, Rodoanel Oeste, SPMAR e Entrevias. O objetivo, segundo a Artesp, é recompor a inflação do período e manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão.
Na prática, o aumento será sentido nos principais corredores rodoviários do estado, que conectam a capital ao interior e ao litoral paulista. As novas tarifas entram em vigor à 0h de 1º de julho, com exceção da Entrevias, que terá reajuste a partir do dia 6 de julho, conforme previsto em contrato.
Na Rodovia dos Tamoios, o reajuste será de 5,08%, de forma provisória, até a divulgação do IPCA de junho pelo IBGE. Após a consolidação do índice, os valores poderão ser ajustados pela agência reguladora.
Pedágio mais caro do País
O valor do pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) será reajustado em 4,91% em julho. Com o aumento, a tarifa nas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) passará de R$ 38,70 para R$ 40,60, mantendo-se como a mais alta do país.
Pedágio reduzido
Apesar do cenário predominante de alta, o governo paulista também anunciou reduções pontuais em algumas praças do interior, dentro de uma reestruturação do modelo de cobrança. Municípios como Jaguariúna, Águas da Prata, Estiva Gerbi, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Casa Branca, Mococa e Aguaí terão quedas nas tarifas, com destaque para Jaguariúna, onde a redução chega a 50%.
Segundo o governo do Estado, as mudanças fazem parte de uma política de modernização das concessões rodoviárias, com revisão de modelos tarifários e correção de distorções regionais.
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