O Churrasquinho Menos é Mais está de volta a Campinas. Neste sábado (12), o projeto que nasceu de uma roda de samba e ganhou proporções de fenômeno desembarca no Sambódromo de Paulínia para sua segunda edição na cidade. Serão quatro horas de pagode, palco 360º, repertório livre e participações especiais em uma experiência que pretende colocar o público dentro da própria roda.
Em entrevista exclusiva ao Correio da Manhã, Duzão, Goes e Ramon falaram sobre a relação construída com os fãs, a dimensão que o Churrasquinho alcançou e o momento vivido pelo grupo. Para Ramon Alvarenga, percussionista responsável pelo surdo, Campinas já mostrou que tem um público à altura do projeto.
"Campinas já provou que tem um público incrível, e chegar com mais de 20 mil ingressos vendidos diz muito sobre isso", afirma. Segundo ele, a proposta é entregar o que o grupo sabe fazer melhor, sem abrir mão da proximidade com quem está do outro lado.
"O que preparamos é o melhor Churrasquinho que a gente sabe fazer: quatro horas de show sem parar, repertório livre, participações especiais e um palco 360° que coloca todo mundo dentro da roda de pagode. Quem estiver lá vai entender", completa Ramon.
A estrutura foi pensada para ampliar essa experiência. A Arena, localizada em frente ao palco, terá praça de alimentação, bares e banheiros exclusivos. O espaço Open Skol também ficará diante do palco e contará com open bar de cerveja Skol, refrigerante e água. Já o Camarote Open Premium terá área elevada e parcialmente coberta, visão privilegiada e serviço de bebidas premium.

Mas, para o Menos é Mais, a força do Churrasquinho vai além da estrutura. O projeto mantém a ideia de encontro que marcou sua origem e tenta preservar a sensação de uma roda de amigos mesmo diante de grandes públicos.
Goes, percussionista do grupo, afirma que o crescimento do Menos é Mais não mudou a identidade construída ao longo da trajetória. "A gente sempre foi muito fiel ao que é. Mesmo quando cresceu, o Menos é Mais não tentou ser outra coisa. O pagode que fazemos tem uma linguagem própria, tem identidade, e o público sente isso", diz.
Para ele, a conexão com os fãs foi construída aos poucos. "Não é só a música, é o conjunto e a forma como nos relacionamos com quem tá do outro lado. Essa conexão foi sendo construída de show a show, música a música, e hoje ela é maior do que imaginamos que seria."
A força dessa relação aparece também na trajetória do grupo, que saiu das rodas de samba de Brasília para grandes palcos e passou a arrastar multidões pelo país. Sucessos como "P do Pecado", "Coração Partido" e "Brinda Aê" ajudaram a transformar o Menos é Mais em um dos principais nomes do pagode nacional.
O ponto de virada
O Churrasquinho nasceu em 2019, durante uma roda de samba feita em um teste de som e vídeo. O registro, inicialmente simples e despretensioso, ganhou uma proporção que surpreendeu os próprios integrantes. Para Duzão, vocalista do grupo, aquele foi o primeiro sinal de que havia algo maior acontecendo.
"Foi quando vimos o vídeo de 2019 tomando uma proporção que não esperávamos. Era uma roda entre amigos, registrada de um jeito simples e, de repente, o Brasil inteiro estava assistindo. Ali entendemos que tinha algo que ia além de nós", relembra.
A confirmação veio quando o projeto deixou as telas e passou a ser vivido diante de grandes públicos. "E, quando a turnê começou, em 2022, e vimos o público ao vivo respondendo daquele jeito, não tínhamos mais dúvida. Tinha virado algo muito maior."
Desde então, o Churrasquinho passou a percorrer o Brasil. Em 2026, a turnê tem 11 cidades. Antes de Campinas, a label passou por Ribeirão Preto, Fortaleza, Belém, Vila Velha, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, onde reuniu mais de 20 mil fãs no gramado do Riocentro, em 29 de agosto.
Depois de Campinas, a agenda segue para São Paulo, em 3 de outubro; Recife, em 24 de outubro; Porto Alegre, em 5 de dezembro; e Salvador, em 9 de janeiro de 2027, onde será encerrada a turnê. Ao longo deste ano, o projeto já reuniu mais de 126 mil pessoas, segundo a organização.
Em Campinas, a promessa é repetir a fórmula que transformou uma roda de samba em uma grande experiência nacional: quatro horas de música, repertório aberto e espaço para participações surpresa. Os portões serão abertos às 14h.
O que começou entre amigos ganhou palco, turnê e milhares de fãs, mas, nas palavras dos integrantes, continua baseado na mesma ideia: fazer o público se sentir parte da roda. É essa combinação entre a grandiosidade do evento e a simplicidade do encontro que o Menos é Mais leva novamente a Campinas.
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