Região de Campinas

Bares da RMC projetam 5 mil vagas temporárias até dezembro

Pesquisa aponta que fim da escala 6x1 não impacta planos de contratação

Bares da RMC projetam 5 mil vagas temporárias até dezembro
Festas de fim de ano elevam a demanda e pressionam o setor por mão de obra Crédito: Craig Adderley / Pexels

Bares e restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e da regional de Araras projetam abrir cerca de 5 mil vagas temporárias até o fim do ano, impulsionados pelas festas e confraternizações. Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada entre 13 e 20 de outubro, aponta que o fim da escala 6x1 ainda não alterou os planos de contratação do setor.

O levantamento mostra que 31% dos estabelecimentos pretendem ampliar as equipes até dezembro, enquanto 62% planejam manter o quadro atual e 7% consideram reduzi-lo. Entre os que pretendem contratar, 73% citam o aumento da demanda no período de festas como principal motivo.

Segundo André Mandetta, presidente da Abrasel RMC, a estimativa de 5 mil postos temporários é uma projeção otimista. Nem todas as vagas devem ser preenchidas, devido à dificuldade para encontrar mão de obra. As funções mais procuradas são auxiliares de cozinha (77%), atendentes e cumins (54%), garçons (54%) e cozinheiros (43%).

A pesquisa aponta que 88% dos empresários consideram difícil ou muito difícil contratar. Para 42%, o principal obstáculo é a falta de interessados nas vagas; outros 27% citam a escassez de profissionais qualificados. A dificuldade é maior em funções especializadas: 88% relatam problemas para contratar sushimans e churrasqueiros, 87% para cozinheiros-chefes, 86% para cozinheiros e 82% para gerentes.

Para atrair trabalhadores, 51% dos estabelecimentos planejam oferecer premiações por desempenho. Outros 24% pretendem conceder benefícios, como plano de saúde, bolsas de estudo e vales, enquanto a mesma proporção avalia flexibilizar horários.

Apesar dos desafios, 79% dos empresários esperam faturar mais no fim de 2026 do que no mesmo período do ano passado. Em setembro, 25% dos estabelecimentos operaram no prejuízo, ante 19% em agosto. Outros 39% fecharam o mês em equilíbrio e 36% tiveram lucro. Além disso, 37% não conseguiram reajustar os preços do cardápio e a mesma parcela relatou pagamentos em atraso, principalmente de impostos pressionando as contas do setor